Senador afirma que PF é colaboradora do Parlamento em CPMI do INSS
Senador: PF é colaboradora do Parlamento em CPMI do INSS

Senador defende papel colaborativo da PF em investigação do INSS

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), fez declarações importantes nesta quinta-feira (19) sobre o andamento das investigações. Ele afirmou categoricamente que a comissão não deve entrar em confronto com órgãos de investigação, mas deixou claro que a Polícia Federal atua como "órgão colaborador" do Parlamento e não em posição superior a ele.

Contexto das declarações

As afirmações do senador ocorreram após questionamentos sobre decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinaram novos procedimentos para a guarda de documentos sigilosos obtidos pela CPMI. Viana aproveitou o momento para reforçar o objetivo principal da comissão parlamentar.

"Não interessa ao Brasil que órgãos investigadores estejam em desacordo, porque o que interessa ao país é que a gente aponte quem são os culpados e onde está o dinheiro roubado da população", pontuou o parlamentar durante sua explanação.

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Relação com a Polícia Federal

O senador foi enfático ao definir o papel da Polícia Federal no contexto da investigação parlamentar: "A Polícia Federal faz um grande trabalho, mas ela não é superior à CPMI em absolutamente nada. Pelo contrário, ela nos ajuda nas investigações como órgão colaborador".

Viana detalhou ainda que o foco da comissão é identificar responsáveis pelos desvios no INSS e garantir a devida punição a todos os envolvidos. Ele reforçou que a CPMI tem mandato constitucional para conduzir suas investigações de forma independente.

Respaldo a decisão do STF

O presidente da CPMI também respaldou a decisão recente do Supremo Tribunal Federal que determinou mudanças na forma de armazenamento de documentos obtidos pela comissão. Segundo Viana, a medida visa preservar a integridade das provas e documentos coletados durante as investigações.

"A CPI tem, constitucionalmente, a liberdade e a obrigação de investigar, de pedir documento, de guardar documentos em sigilo", explicou o senador. "Quando vem uma decisão de um ministro do Supremo dizendo que a investigação precisa preservar documentos e que esses documentos têm que ser guardados de outra maneira, eu tenho que concordar".

Objetivo central da investigação

Carlos Viana deixou claro que seu interesse não é criar disputas institucionais, mas sim alcançar resultados concretos na apuração dos desvios no INSS. "Meu interesse não é ficar disputando com a Polícia Federal, que é um órgão assessor do parlamento... meu interesse é que a gente chegue a uma investigação que seja suficiente a colocar na cadeia quem roubou os aposentados brasileiros".

A declaração do senador ocorre em um momento crucial da CPMI do INSS, que busca apurar supostos desvios e irregularidades na autarquia federal responsável pelos benefícios previdenciários de milhões de brasileiros. A comissão tem como meta final identificar responsáveis e recuperar recursos públicos desviados.

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