Cenário eleitoral gaúcho se consolida com cinco pré-candidatos ao governo
A menos de 200 dias das eleições gerais de 2026, cujo primeiro turno está marcado para o domingo, 4 de outubro, o panorama político do Rio Grande do Sul ganha contornos cada vez mais definidos. Com cinco pré-candidaturas oficialmente lançadas para a disputa pelo Palácio Piratini, as articulações partidárias começam a moldar o cenário que determinará o próximo governador do Estado.
Os cinco nomes na corrida eleitoral
Até o momento, o Rio Grande do Sul conta com cinco pré-candidaturas confirmadas: Edegar Pretto pelo PT, Gabriel Souza pelo MDB, Juliana Brizola pelo PDT, Luciano Zucco pelo PL e Marcelo Maranata pelo PSDB. A oficialização dessas candidaturas, conforme determina a legislação eleitoral, deverá ocorrer durante o período das convenções partidárias, programadas para acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto deste ano.
Articulações partidárias definem alianças estratégicas
Uma das movimentações mais significativas nos bastidores da política gaúcha ocorreu na última segunda-feira (16), quando uma reunião entre PP e PL sacramentou uma aliança que vinha sendo negociada há semanas. O Progressistas, que também era cortejado pelo MDB de Gabriel Souza, optou por apoiar a chapa de Luciano Zucco do PL.
Esta decisão reforça consideravelmente a base de apoio de Zucco, que já contava com o respaldo de Novo, Podemos e Republicanos para a disputa estadual. Por outro lado, o PT organizou em torno de Edegar Pretto a maior coligação em número de partidos até o momento, reunindo seis siglas: PSol, PSB, PCdoB, PV e Rede, além dos próprios petistas.
Negociações em andamento e cenários em construção
Enquanto algumas alianças já se concretizaram, outras permanecem em fase de negociação. O PDT, que apresenta Juliana Brizola como pré-candidata, ainda não conquistou apoios externos, mas mantém conversas avançadas e aposta no desempenho da candidata nas pesquisas de intenção de voto.
Uma das articulações mais relevantes em curso é justamente entre PT e PDT, com ambos os partidos buscando estabelecer uma aliança que funcionaria como palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado. Uma reunião entre as direções estaduais das duas legendas na última segunda-feira (16) fez as conversas avançarem, embora ainda sem uma definição final.
Já o PSDB de Marcelo Maranata deverá contar com o apoio do Cidadania, partido que está federado com os tucanos desde 2022. Maranata lidera a primeira chapa com vice já definida no Estado, tendo a produtora rural Betty Cirne Lima se filiado aos tucanos para concorrer como sua companheira de chapa.
Distribuição atual das alianças partidárias
Com aproximadamente cinco meses até as eleições, as alianças se distribuem da seguinte forma entre os pré-candidatos:
- Edegar Pretto — PT, PSol, PSB, PCdoB, PV e Rede
- Gabriel Souza — MDB, PSD e União Brasil
- Juliana Brizola — PDT (em negociação)
- Luciano Zucco — PL, PP, Novo, Podemos e Republicanos
- Marcelo Maranata — PSDB e Cidadania
É importante destacar que esta análise considerou apenas pré-candidatos de partidos que elegeram representantes no Congresso Nacional nas últimas eleições gerais, em 2022. Além dos cinco nomes principais, também se apresentam como pré-candidatos o policial Evandro Augusto (Missão) e a professora Rejane Oliveira (PSTU), completando o cenário plural da disputa pelo governo gaúcho.
À medida que as convenções partidárias se aproximam, espera-se que novas definições e ajustes nas alianças continuem a moldar o cenário eleitoral do Rio Grande do Sul, em uma disputa que promete ser bastante acirrada e acompanhada de perto por todo o país.



