O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tomou uma decisão que gerou confusão no noticiário recente, mas interlocutores da Procuradoria esclareceram a situação. Gonet arquivou representações que pediam ação da PGR para solicitar o impedimento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso do Banco Master. No entanto, esse arquivamento não significa o fim da análise do caso.
Arquivamento de duplicatas
De acordo com fontes próximas ao chefe da Procuradoria, Paulo Gonet arquivou especificamente algumas representações que chegaram após o primeiro pedido sobre Toffoli. Esses documentos foram arquivados porque tratavam do mesmo tema já em tramitação na PGR, configurando-se como duplicatas. Em outras palavras, o procurador-geral optou por consolidar o processo, evitando a multiplicação de pedidos idênticos que poderiam sobrecarregar o órgão.
Análise principal continua
Apesar do arquivamento dessas representações, a situação envolvendo o ministro Dias Toffoli ainda está sob análise na Procuradoria-Geral da República. Gonet ainda vai avaliar o que fazer sobre o caso, que gira em torno de alegações relacionadas ao Banco Master. Isso indica que a PGR mantém o tema em pauta, sem prejulgar o mérito das acusações ou a necessidade de medidas futuras.
O caso tem ganhado atenção pública, especialmente após o julgamento de Bolsonaro e outros réus por tentativa de golpe, em setembro de 2025, onde Gonet esteve presente. A decisão de arquivar as duplicatas reflete uma prática administrativa comum em órgãos públicos, que buscam eficiência ao evitar a duplicidade de processos. No entanto, a análise de fundo sobre Toffoli permanece ativa, aguardando uma definição por parte do procurador-geral.
Especialistas em direito constitucional destacam que a PGR tem um papel crucial em casos que envolvem ministros do STF, exigindo cautela e rigor na análise. O arquivamento das representações duplicadas não implica em desinteresse ou encerramento do assunto, mas sim em uma gestão mais organizada dos recursos processuais. A sociedade aguarda, portanto, os próximos passos da Procuradoria nesse tema sensível.