
Parecia uma daquelas jogadas certeiras, sabe? A PEC da Blindagem, que prometia proteger ministros do STF e procuradores de ações criminais sem autorização do próprio STF ou do CNMP, simplesmente desmoronou. E não foi por falta de aviso.
Os líderes partidários — gente que sente o pulso do plenário melhor que ninguém — já haviam sinalizado: a coisa tava feia. Mas alguém ouviu? Não. Seguiram em frente como se fosse apenas uma questão de ajustar meia dúzia de articulações.
O erro crasso de cálculo
O governo, coitado, subestimou completamente a complexidade do tabuleiro. Acharam que era só empurrar a proposta e pronto. Ledo engano. A base aliada, aquela que deveria estar firme e forte, simplesmente não engoliu a história. Muitos deputados, inclusive do centrão, ficaram com um pé atrás. Medo de uma reação popular brava, talvez.
E não é que o povo realmente não gostou da ideia? As redes sociais ferveram, e a pressão popular aumentou que foi uma beleza. Ninguém queria ser associado a uma proposta que parecia — vamos combinar? — um tanto quanto privilegiada.
O silêncio que falou mais alto
Aqui vai um detalhe suculento: nem mesmo o STF e o CNMP se manifestaram a favor. Nada. Zero. Um silêncio ensurdecedor que, na prática, significou um “melhor não mexer nisso agora”. Sem esse apoio tácito, a proposta perdeu ainda mais força.
E como se não bastasse, a articulação política foi, francamente, medíocre. O governo não soube — ou não conseguiu — construir pontes necessárias para garantir os votos. Faltou diálogo, falta de estratégia, falta de jogo de cintura. Um verdadeiro desastre tático.
E agora, o que vai ser?
Com a resistência crescendo e o tempo passando, a PEC simplesmente encalhou. Não há consenso, não há vontade política, não há clima. Enterraram a proposta, pelo menos por enquanto.
Moraleja da história? Às vezes, até as jogadas mais aparentemente seguras podem virar um verdadeiro pesadelo político. E quando você subestima o Congresso e a opinião pública, o buraco é mais embaixo — muito mais.