Nunes Marques nega pedido de Marco Buzzi para barrar sindicância no STJ
Nunes Marques nega pedido de Buzzi para barrar sindicância

Nunes Marques nega pedido de Marco Buzzi para barrar sindicância no STJ

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta segunda-feira um pedido do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para suspender liminarmente a sindicância disciplinar que investiga denúncias de assédio sexual contra ele. A decisão ocorre um dia antes da sessão do STJ que deve oficializar, nesta terça-feira, a abertura de um processo disciplinar para encerrar a passagem de Buzzi na magistratura.

Argumentos da defesa e resposta do relator

Em seu pedido ao STF, Buzzi alegou que os depoimentos das vítimas foram colhidos de forma ilegal, sem a presença da defesa, e solicitou a suspensão da sindicância conduzida pelos ministros Francisco Falcão, Antônio Carlos Ferreira e Raúl Araújo. No entanto, Nunes Marques destacou a regularidade de todos os procedimentos realizados tanto no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quanto no próprio STJ, tribunal do qual Buzzi ainda faz parte.

O ministro relator também abriu prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie os argumentos da defesa sobre a suposta ilegalidade dos depoimentos. A PGR já se manifestou anteriormente, enfatizando a gravidade do caso e defendendo a continuidade das investigações criminais no STF.

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Contexto das denúncias e próximos passos

As denúncias contra Marco Buzzi foram reveladas inicialmente pelo Radar em fevereiro, e na semana passada, o site de VEJA divulgou com exclusividade trechos do depoimento em vídeo de uma das mulheres que acusam o magistrado de assédio sexual. Com a rejeição do pedido por Nunes Marques, o STJ segue com os planos de analisar o caso nesta terça-feira, podendo resultar em medidas disciplinares significativas contra Buzzi.

Este episódio ressalta a importância dos mecanismos de controle e transparência no Judiciário brasileiro, especialmente em casos envolvendo alegações graves como assédio sexual. A decisão de Nunes Marques reforça o compromisso com a legalidade e a devida processualidade, mesmo em situações de alto perfil e sensibilidade.

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