MPF investiga ações contra política de cotas em universidades de Santa Catarina
MPF investiga ações contra cotas em universidades de SC

MPF investiga ações contra política de cotas em universidades de Santa Catarina

O Ministério Público Federal (MPF) abriu recentemente um inquérito para investigar a adoção de medidas prejudiciais às políticas de cotas em universidades de Santa Catarina. A investigação surge na esteira de uma lei aprovada no estado para acabar com as cotas raciais no ensino, que foi posteriormente derrubada pela Justiça.

Objetivo da investigação

O objetivo do inquérito, segundo o órgão, é "apurar possíveis condutas que inviabilizem a implementação e a efetividade de políticas de ação afirmativa por meio de cotas étnico-raciais em instituições de ensino superior no âmbito do estado de Santa Catarina". A medida considera a gravidade e a urgência do caso, com possíveis e graves prejuízos a estudantes e instituições de ensino superior.

Contexto legal

A Justiça de Santa Catarina suspendeu no fim de janeiro a Lei Estadual 19.722/2026, sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL), que proibia cotas raciais em universidades estaduais e instituições beneficiadas com verbas públicas. A norma visava acabar com ações afirmativas para negros e indígenas, mantendo apenas critérios sociais ou para pessoas com deficiência.

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Intimações e documentos

O MPF mandou intimar diferentes órgãos do governo de Jorginho Mello para apresentarem dados sobre o caso. As entidades intimadas incluem:

  • Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina
  • Secretaria de Estado da Educação
  • Diretoria de Ensino da Secretaria de Estado da Educação
  • Casa Civil do Governo do Estado

O órgão requisitou o encaminhamento de todos os pareceres, despachos, memorandos, notas técnicas e outros documentos administrativos similares elaborados no âmbito do Governo do Estado de Santa Catarina relativos ao caso.

Impacto e urgência

A medida do MPF destaca a necessidade de adoção de medidas judiciais cabíveis com a máxima urgência, devido aos possíveis danos a estudantes e instituições. A investigação busca garantir que as políticas de ação afirmativa sejam respeitadas e implementadas de forma efetiva, promovendo a diversidade e a igualdade de oportunidades no ensino superior.

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