Moraes autoriza Bolsonaro a fazer exames após queda na prisão
Moraes autoriza Bolsonaro a fazer exames no hospital

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse conduzido a um hospital para a realização de exames médicos. A decisão ocorreu após Bolsonaro sofrer uma queda na cela onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Decisão judicial após nova avaliação

Alexandre de Moraes revisou um pedido anterior da defesa, que havia sido negado na terça-feira (6). Na primeira decisão, o ministro se baseou em um laudo dos médicos da PF, que consideraram os ferimentos leves. No entanto, com a apresentação de novos pedidos específicos de exames feitos por um médico particular de Bolsonaro, Moraes reconsiderou.

A autorização judicial incluiu condições rigorosas. A Polícia Federal ficou responsável por todo o transporte, que deve ser feito de forma discreta, com entrada e saída pela garagem do hospital. A segurança e vigilância do ex-presidente durante os procedimentos também ficaram a cargo dos agentes federais. Após os exames, Bolsonaro deve retornar imediatamente à carceragem da PF.

Quadro clínico apresentado pela defesa

Os advogados de Jair Bolsonaro alegaram à Corte que o ex-presidente apresentou um quadro clínico preocupante após a queda ocorrida durante a madrugada de terça-feira. Segundo a defesa, os sintomas incluíam:

  • Compatibilidade com traumatismo craniano
  • Síncope noturna associada à queda
  • Crise convulsiva
  • Oscilação de memória
  • Corte na região da têmpora

Diante deste quadro, a defesa solicitou a realização de exames de imagem e neurológicos, como tomografia, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma.

Contexto da prisão e reação familiar

Jair Bolsonaro está preso desde outubro de 2025, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. A queda foi inicialmente reportada pela esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, que usou as redes sociais para afirmar que o marido "não estava bem". Ela detalhou que o incidente aconteceu durante o sono, quando ele teria tido uma crise, caído da cama e batido a cabeça em um móvel.

A decisão de Moraes demonstra a aplicação de protocolos de saúde mesmo em situações de prisão de alta segurança, garantindo o direito à assistência médica sem abrir mão das medidas de custódia. O caso segue acompanhado de perto pelo STF e pela Polícia Federal.