Ministro do STJ acusado de assédio sexual é aconselhado por colegas a pedir aposentadoria
Ministro do STJ acusado de assédio aconselhado a pedir aposentadoria

Ministro do STJ acusado de assédio sexual recebe conselhos para pedir aposentadoria voluntária

Após ser afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) devido a acusações de assédio sexual, o ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, de 68 anos, foi aconselhado por colegas magistrados a solicitar, por conta própria, a aposentadoria antecipada. A recomendação visa antecipar-se ao julgamento formal da Corte e buscar uma solução mais rápida para a crise institucional.

Pressão interna por resolução imediata

Nos últimos dias, diversos magistrados entraram em contato com Buzzi, sugerindo que ele tome a iniciativa de pedir a aposentadoria, em vez de aguardar o desfecho dos processos em andamento. A ideia está sendo estudada pelo ministro, que ainda terá oportunidade de se defender perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Supremo Tribunal Federal (STF) e o próprio STJ.

Uma sindicância interna no STJ já começou a apurar as denúncias, com prazo até 10 de março para apresentar conclusões ao tribunal. Se a comissão entender que as acusações têm fundamento, Buzzi poderá enfrentar um processo para aposentadoria compulsória, um caminho considerado longo e desgastante para a Corte.

Acusações e contexto do caso

Marco Aurélio Buzzi está afastado de suas funções após ser acusado de cometer assédio sexual contra uma jovem em uma praia de Santa Catarina. O caso gerou ampla repercussão e colocou em evidência questões de conduta e ética no Judiciário brasileiro.

O STJ demonstra interesse em uma solução ágil para evitar prolongar a crise, preferindo que o ministro opte pela aposentadoria voluntária. Essa medida poderia encerrar o caso de maneira mais expedita, preservando a imagem da instituição e evitando um julgamento público extenso.

Enquanto isso, Buzzi aguarda os próximos passos legais, mantendo o direito à defesa em todas as instâncias envolvidas. A situação reflete tensões internas no sistema judiciário e a pressão por transparência e responsabilidade em casos de má conduta.