André Mendonça do STF será relator de pedido para prorrogar CPMI do INSS
Mendonça do STF relatará pedido de prorrogação da CPMI do INSS

Ministro André Mendonça assume relatoria sobre prorrogação da CPMI do INSS no Supremo Tribunal Federal

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado por sorteio como relator de um mandado de segurança que solicita a prorrogação do prazo de atividades da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão ocorreu nesta segunda-feira, 17 de março de 2026, após sorteio realizado na corte.

Contexto das investigações e coincidência na relatoria

André Mendonça já atua como relator, no âmbito do STF, de investigações relacionadas a fraudes envolvendo descontos não autorizados no INSS – tema que é exatamente o mesmo objeto de apuração da CPMI. Entretanto, a definição dele como relator do mandado de segurança ocorreu por meio de sorteio, e não por prevenção ou vinculação prévia aos casos. Isso destaca a independência do processo de distribuição de processos no Supremo.

Autores do pedido e justificativa apresentada

O mandado de segurança foi protocolado pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pelo relator da CPMI, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), e pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), que também integra o colegiado. Os parlamentares argumentam que já enviaram um requerimento de prorrogação ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mas não obtiveram uma decisão até o momento.

Devido à falta de resposta, os autores consideram que há um "ato omissivo" por parte do Congresso, o que os levou a buscar a intervenção do Poder Judiciário por meio do mandado de segurança. O prazo atual para o funcionamento da CPMI do INSS está previsto para terminar no dia 28 de março, o que aumenta a urgência da decisão.

Implicações e próximos passos

A relatoria de André Mendonça sobre este caso coloca o ministro em uma posição central para definir o futuro das investigações da CPMI. Se a prorrogação for concedida, a comissão poderá continuar seus trabalhos de apuração das fraudes no INSS, que têm gerado grande repercussão política e social. Caso contrário, as atividades serão encerradas, possivelmente limitando o alcance das investigações.

O sorteio como método de designação reforça a imparcialidade do STF em processos sensíveis, evitando alegações de viés. Agora, cabe ao ministro Mendonça analisar os argumentos dos parlamentares e emitir um parecer que poderá ser submetido ao plenário da corte, dependendo da complexidade e da necessidade de deliberação coletiva.