Lewandowski nega planos eleitorais para 2026 após deixar Ministério da Justiça
Lewandowski nega planos políticos para 2026

Lewandowski rejeita planos eleitorais e enfatiza desejo por vida mais tranquila

O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski negou categoricamente qualquer pretensão de se candidatar nas eleições de 2026, após deixar o cargo no governo federal neste mês. A declaração foi feita de forma enfática e acompanhada por um sorriso, durante um encontro casual no Supremo Tribunal Federal (STF).

Encontro no STF revela posicionamento do ex-ministro

No mesmo dia em que entregou a carta de demissão ao presidente Lula, Lewandowski participou de uma cerimônia no STF para marcar os três anos do 8 de Janeiro. Lá, encontrou um antigo auxiliar de seu gabinete, que brincou perguntando se a saída do governo era um movimento estratégico para se desincompatibilizar a tempo de voos eleitorais em outubro.

O ex-ministro respondeu com uma negativa clara, afirmando que a felicidade visível em seu rosto por reduzir o ritmo de trabalho é a maior prova de que não há planos políticos em curso. "A alegria de poder desacelerar é um sinal inequívoco de que minha prioridade agora é outra", destacou Lewandowski, segundo relatos do evento.

Trajetória profissional e motivos para a saída do governo

Ricardo Lewandowski construiu uma carreira sólida na magistratura, atuando como juiz e desembargador em São Paulo antes de ser indicado por Lula para o STF. Sua primeira experiência significativa fora do Judiciário foi no Ministério da Justiça, após um breve período como consultor jurídico da Confederação Nacional da Indústria.

A aliados, o ex-ministro tem reiterado que pretende dedicar mais tempo à família e a projetos pessoais. A decisão de deixar o cargo antes do fim do mandato de Lula foi influenciada pela proximidade das eleições, mas não com intenções eleitorais. Lewandowski preferiu evitar o desgaste político, ciente de que a Segurança Pública seria um tema explorado intensamente nos palanques durante o período eleitoral.

Contexto político e implicações da declaração

A negação de Lewandowski ocorre em um momento de especulações sobre o futuro político de figuras públicas após o ciclo governamental. Sua saída do Ministério da Justiça, embora precipitada, foi vista por analistas como uma movimentação estratégica para se afastar de possíveis conflitos eleitorais.

O ex-ministro também defendeu, em discursos recentes, uma maior integração dos sistemas de investigação para combater o crime organizado, tema que continua relevante no debate público. No entanto, ele insiste que seu foco agora está longe da arena política, buscando uma transição para uma vida com menos pressões e compromissos oficiais.

Essa postura reforça a imagem de um profissional dedicado à carreira jurídica e à administração pública, sem ambições eleitorais imediatas. A declaração serve para acalmar rumores e direcionar a atenção para suas contribuições passadas, enquanto planeja um futuro mais reservado e familiar.