Lewandowski decide deixar Ministério da Justiça ainda nesta semana
Lewandowski deixa Ministério da Justiça nesta semana

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, comunicou a sua equipe na segunda-feira, dia 6 de janeiro de 2026, a decisão de deixar o cargo ainda nesta semana. Com um sentimento de dever cumprido, o ministro teria tomado a decisão após os primeiros sinais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre um possível desmembramento da pasta, o que reduziria significativamente suas atribuições.

Reunião decisiva com Lula e processo de transição

Lewandowski deve se reunir com o presidente Lula ainda nesta terça ou quarta-feira para discutir os próximos passos do ministério e tratar das formalidades burocráticas necessárias para oficializar sua saída. A expectativa é que o presidente leve em consideração as avaliações e sugestões do atual ministro para a escolha do seu sucessor.

O anúncio feito aos auxiliares diretos confirma um movimento que vinha sendo especulado nos corredores do poder. O possível desmembramento do Ministério da Justiça e Segurança Pública, uma ideia que começou a ganhar força no Planalto, foi um fator determinante para a decisão de Lewandowski, que enxergaria a medida como um esvaziamento de suas funções.

Os nomes na corrida pela sucessão

Inicialmente, o secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, era considerado o nome natural para assumir o comando. No entanto, fatores internos ao governo estariam fragilizando essa possibilidade. Há até quem aponte que ele poderia deixar o cargo junto com Lewandowski.

Com isso, outros nomes ganham força na disputa. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, aparecem como favoritos na lista de possíveis substitutos.

Outra alternativa que circula é a do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Sua candidatura ganhou fôlego principalmente depois que o presidente Lula ignorou as articulações do senador Davi Alcolumbre e indicou Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), no lugar do ministro Luís Roberto Barroso.

O legado e o futuro da pasta

A saída de Lewandowski marca um momento de reconfiguração para uma das pastas mais sensíveis do governo. A decisão sobre desmembrar ou não o ministério será crucial para definir o perfil e o poder do próximo ocupante da cadeira.

A reunião final com Lula será decisiva não apenas para formalizar a despedida, mas também para desenhar o futuro da segurança pública e da justiça no país. Todos os olhos se voltam agora para o Planalto, aguardando o anúncio oficial e o nome que irá comandar essa transição.