O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, confirmou oficialmente sua saída do cargo nesta quinta-feira. Em comunicação direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele informou que deixará a pasta na próxima sexta-feira, dia 9 de janeiro de 2026.
Uma despedida por escrito: os seis pontos da gestão
Para marcar o encerramento de seu trabalho, Lewandowski redigiu uma carta de despedida de seis páginas, endereçada a todos os servidores e colaboradores do Ministério da Justiça. No documento, ele faz um balanço detalhado da sua atuação, destacando o que considera os marcos mais relevantes da gestão.
Entre os principais pontos levantados, o futuro ex-ministro apontou o "destravamento" das demarcações de terras indígenas. Segundo os dados apresentados por ele, entre os anos de 2024 e 2025, foram assinadas 21 portarias com o objetivo de garantir a proteção territorial dos povos originários.
Segurança pública e avanços democráticos
Na área de segurança pública, Lewandowski destacou os progressos na construção de um modelo que, em suas palavras, está "alinhado ao Estado Democrático de Direito". Como exemplo concreto desse avanço, ele citou a adesão de 11 estados brasileiros à implantação de câmeras corporais para uso por agentes policiais, uma medida voltada para maior transparência e controle.
Gratidão aos servidores e encerramento de ciclo
Ao final da carta, o ministro dedicou um espaço para agradecer publicamente a todos que trabalharam com ele. "A todos vocês, registro meu agradecimento sincero pela dedicação, pela competência técnica e pelo compromisso com o interesse público", declarou Lewandowski, encerrando sua mensagem.
A saída do ministro ocorre após uma coletiva de imprensa realizada em Brasília na última terça-feira, dia 30, onde ele tratou de outros assuntos, como os casos de intoxicação por metanol registrados no estado de São Paulo. Agora, a pasta da Justiça e Segurança Pública se prepara para uma transição de comando a partir da próxima semana.