Fachin projeta que caso Master deve sair do STF após instrução completa
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, declarou que a investigação envolvendo o Banco Master tende a deixar a Corte. A afirmação foi feita em entrevista ao portal G1, nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, e reflete uma expectativa sobre o desfecho do processo após a conclusão de etapas fundamentais.
Declaração detalha cronograma para decisão
Fachin explicou que a decisão sobre a manutenção ou remoção do caso do STF deve ser tomada após a coleta de elementos essenciais. “Há uma suscitação de que não há razão desse processo estar no STF. Eu creio que numa direção ou outra, isso ficará claro, provavelmente quando o básico da instrução, os depoimentos tiverem sido tomados, as extrações de documentos tiverem sido feitas, se aquela questão justifica ou não”, afirmou o ministro. Essa posição sugere um prazo definido para avaliar a pertinência do processo na mais alta instância do Judiciário brasileiro.
Contexto de crise de imagem no Supremo
O processo é relatado pelo ministro Dias Toffoli, situação que tem gerado uma crise de imagem no STF. Há pressão para que o caso seja enviado à primeira instância devido a eventuais conflitos de interesse, uma vez que negócios associam familiares de Toffoli a um fundo de investimentos ligado ao Banco Master. Além disso, decisões de Toffoli no caso, como a que colocou a investigação sob sigilo, vêm sendo amplamente questionadas por setores da sociedade e da mídia.
Impactos na credibilidade da Corte
A discussão sobre a permanência do caso Master no STF envolve não apenas aspectos jurídicos, mas também a credibilidade institucional da Corte. Fachin, ao abordar publicamente o tema, sinaliza uma tentativa de transparência e resolução diante das críticas. A possível saída do processo para instâncias inferiores poderia aliviar tensões e restaurar confiança no sistema judiciário, embora dependa de uma análise minuciosa dos depoimentos e documentos coletados.
Em resumo, a declaração de Fachin marca um momento crucial no andamento da investigação, com implicações diretas para a imagem do STF e para o futuro do caso Master. A expectativa agora é pelo cumprimento das etapas de instrução, que devem definir o destino processual e contribuir para o debate sobre ética e transparência no Judiciário brasileiro.