
E aí, quem diria? O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) resolveu dar um passo que deixou meio mundo de queixo caído. Ele formalizou um pedido — pasmem — para exercer o mandato diretamente dos Estados Unidos. Isso mesmo, sem brincadeira.
O requerimento foi endereçado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e basicamente pede autorização para atuar como parlamentar… de fora do país. A justificativa? Ele alega questões de «logística e segurança» — mas é claro que todo mundo fica se perguntando o que mais pode estar rolando por trás dessa jogada.
Não é todo dia que um deputado resolve trabalhar de outro continente, né? A situação é tão incomum que já está gerando burburinho nos corredores do Congresso. Alguns colegas acham a ideia absurda; outros, nem tanto — afinal, vivemos numa era digital, onde reuniões por Zoom viraram pão nosso de cada dia.
Mas será que pode?
Aqui é que a coisa complica. Do ponto de vista legal, a Constituição é bem clara: deputado tem que estar presente. Sessões, votações, comissões — tudo exige participação física, ou no mínimo, virtual, mas dentro do território nacional. Exercer mandato do exterior? Jamais foi previsto.
— É uma gambiarra jurídica das grandes — comentou um constitucionalista que preferiu não se identificar. — Não tem base legal, mas também não há algo que explicitamente proíba… se houver autorização.
E é aí que entra Arthur Lira. Caberá a ele decidir se libera ou não o afastamento internacional do deputado. E convenhamos: não é uma decisão simples. Além do aspecto legal, tem o político — afinal, liberar um parlamentar para trabalhar de Miami (ou onde quer que seja) pode criar um precedente perigoso.
E as reações?
Como era de se esperar, a rede social foi à loucura. Alguns apoiadores defendem a iniciativa, citando «modernidade» e «flexibilidade». Já a oposição não perdoa:
- — É o cúmulo do absenteísmo!
- — Se quer morar fora, que renuncie!
- — E os eleitores que confiaram nele?
Até agora, Eduardo não detalhou por quanto tempo ficaria fora — ou se seria algo permanente. Mas uma coisa é certa: o assunto vai esquentar ainda mais nos próximos dias.
E você, o que acha? Um deputado pode mesmo exercer o mandato de outro país? Ou isso é pedir demais da paciência do contribuinte?
Bom, enquanto isso, Lira segura o documento — e a responsabilidade. A bola agora está com ele.