Flávio Dino defende STF e afirma que Corte 'acerta mais que erra' em julgamento
Dino defende STF: 'Corte acerta mais que erra' em julgamento

Ministro do STF defende atuação da Corte em meio a julgamento de deputados

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, fez uma vigorosa defesa da Corte nesta terça-feira (10), afirmando que o tribunal "acerta mais que erra" em suas decisões. A declaração foi proferida durante a análise, na Primeira Turma do STF, da ação penal contra parlamentares acusados de irregularidades na aplicação de emendas orçamentárias.

Crítica à falta de moderação nas avaliações

Dino, que preside o colegiado, citou especificamente uma falta de "moderação, prudência e cuidado" nas avaliações sobre o trabalho do Supremo. O magistrado destacou que, embora a instituição seja humana e possa cometer erros, seus acertos são significativamente mais numerosos.

"Sem dúvidas, essa referência à ministra Rosa Weber e a esse acerto do Supremo é especialmente importante quando falta moderação, prudência e cuidado em reconhecer que este Supremo que erra — e erra como instituição humana —, acerta também. Acerta muito. E acerta mais do que erra", declarou o ministro durante a sessão.

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Decisão sobre transparência orçamentária

Em seu pronunciamento, Dino citou especificamente a decisão do tribunal que determinou medidas de transparência e rastreabilidade na execução de emendas parlamentares, invalidando o chamado "orçamento secreto". O ministro classificou essa determinação como um "gigantesco acerto do Supremo Tribunal Federal".

"Então, as sustentações orais lembraram esse gigantesco acerto do Supremo Tribunal Federal no momento em que há uma espécie de perda de equilíbrio na aquilatação do papel de cada instituição, especialmente em relação ao Supremo", completou Dino.

Julgamento de deputados por irregularidades

A Primeira Turma do tribunal iniciou nesta terça-feira o julgamento da ação penal contra deputados acusados de integrar o "núcleo central" de uma organização criminosa que atuou em irregularidades com recursos públicos. Segundo a Procuradoria-Geral da República, autora da denúncia, os parlamentares envolvidos são:

  • Deputado Josimar
  • Pastor Gil
  • Bosco Costa

De acordo com as investigações, esses deputados eram responsáveis pelo envio das emendas e contavam com auxílio de outros integrantes do grupo para as movimentações criminosas.

Acusações específicas e pedidos da PGR

O Ministério Público Federal apresentou provas que incluem diálogos e documentos apreendidos durante as investigações. A organização criminosa é descrita como "estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas", com objetivo de obter vantagem financeira mediante crimes contra a administração pública.

Entre as acusações específicas, os parlamentares são acusados de solicitar propina ao prefeito de São José do Ribamar, no Maranhão, no valor de R$ 1,667 milhão. Esse valor seria uma contrapartida à destinação de emendas no montante de R$ 6,671 milhões.

Além da condenação dos envolvidos, a Procuradoria-Geral da República pede ao Supremo que:

  1. Determine a perda de funções públicas dos acusados
  2. Fixe indenização mínima por danos morais coletivos

O julgamento ocorre em um contexto de intenso debate sobre o papel das instituições democráticas e a transparência na aplicação de recursos públicos, com o ministro Flávio Dino posicionando-se firmemente em defesa da atuação do Supremo Tribunal Federal.

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