Defesa de ministro do STJ nega 'atos impróprios' e critica vazamentos em caso de assédio
Defesa de ministro do STJ nega atos impróprios e critica vazamentos

Defesa de ministro do STJ nega 'atos impróprios' e critica vazamentos em caso de assédio

Os advogados do ministro Marco Buzzi, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ), emitiram uma nota oficial nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, reafirmando que o magistrado não cometeu qualquer ato impróprio. A defesa também expressou forte insatisfação com o que chamou de vazamento antecipado de informações não checadas sobre o caso, que envolve uma denúncia de assédio atualmente sob investigação pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo próprio STJ.

Críticas aos procedimentos e falta de acesso aos autos

Em comunicado assinado pelos advogados Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Pretta, a defesa destacou que não teve acesso aos autos do processo e criticou a condução das investigações. Segundo os profissionais, o depoimento de uma jovem que acusa o ministro de assédio foi realizado no CNJ sem a participação da defesa, o que, alegam, desrespeita o estatuto interno do órgão.

O documento interno do CNJ estabelece que o Corregedor Nacional de Justiça ou o sindicante deve intimar o sindicado ou seu procurador para acompanhar a inquirição de testemunhas. A defesa argumenta que a ausência nesse momento crucial compromete o devido processo legal e pode influenciar indevidamente futuras decisões judiciais.

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Repercussão dos vazamentos e sigilo do caso

A nota foi divulgada após a publicação de reportagens pelo Radar, que revelaram a existência de uma nova denúncia contra o ministro Buzzi. A identidade da suposta vítima e os detalhes específicos do caso são mantidos sob rigoroso sigilo, tanto para não prejudicar as apurações em andamento quanto para proteger a integridade da acusadora.

Os advogados enfatizaram que os vazamentos de informações, ocorridos antes mesmo de terem acesso aos autos, representam um esforço deliberado de constranger o processo legal. Eles alertam que essa prática pode minar a credibilidade das instituições envolvidas e criar um ambiente de desconfiança pública.

Posicionamento firme da defesa e próximos passos

Na declaração, a defesa do ministro Buzzi foi categórica ao afirmar que ele não cometeu qualquer ato impróprio e que isso será demonstrado oportunamente nos procedimentos já instaurados. Os advogados reiteraram o compromisso com a transparência e o respeito às normas processuais, exigindo que todas as etapas sejam cumpridas de forma isenta e dentro dos parâmetros legais.

O caso continua sob análise tanto no STJ quanto no CNJ, com expectativa de que novas informações sejam divulgadas conforme os trâmites avançarem. A defesa mantém sua postura de colaboração com as investigações, mas insiste na necessidade de preservação do sigilo e do correto andamento processual.

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