Cármen Lúcia defende transparência no STF ao assumir relatoria de código de conduta
Cármen Lúcia defende transparência no STF em discurso

Cármen Lúcia faz alerta sobre ética no STF ao assumir relatoria de código de conduta

Em um discurso marcante no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, que o Judiciário deve ser intransigente com qualquer tipo de desvio ético. As declarações ocorreram horas após ela ter sido anunciada como relatora da proposta de um código de conduta para o STF, um momento crucial na retomada dos trabalhos do Judiciário.

Defesa de princípios fundamentais

A ministra enfatizou a necessidade de tolerância zero com práticas que violem os princípios de decência, honestidade e decoro funcional. Segundo ela, esses valores são essenciais para a honorabilidade do Poder Judiciário. "É imprescindível que o comportamento de cada magistrada e de cada magistrado seja legítimo, confiável e transparente", afirmou Cármen Lúcia, destacando que o ministério é incompatível com a República.

Contexto político e críticas

Em seu discurso, a ministra também fez referências a eventos políticos recentes, mencionando que "Ele (Bolsonaro) é o causador, o líder da organização que se movia de todas as formas e com articulação alinhada para que se chegasse ao objetivo da manutenção ou tomada do poder". Essa observação reforça o tom de alerta sobre a importância da integridade nas instituições democráticas.

O chamado de Cármen Lúcia por transparência e ética surge em um momento de renovação para o STF, com a proposta do código de conduta visando estabelecer diretrizes claras para os magistrados. A iniciativa busca fortalecer a confiança pública no Judiciário, assegurando que as ações dos membros do tribunal estejam alinhadas com os mais altos padrões morais.

Impacto na magistratura

Especialistas acreditam que a relatoria de Cármen Lúcia pode trazer mudanças significativas na cultura interna do STF, promovendo:

  • Maior accountability dos magistrados
  • Reforço dos mecanismos de fiscalização ética
  • Transparência nas decisões judiciais
  • Fortalecimento da credibilidade institucional

O discurso da ministra ressoa como um lembrete poderoso de que a integridade é fundamental para a manutenção da democracia e do Estado de Direito no Brasil.