Crise no STF seria menor se Toffoli tivesse agido antes como nesta quarta, dizem ministros
Crise no STF seria menor com ação anterior de Toffoli, dizem ministros

Crise no STF seria menor com ação anterior de Toffoli, afirmam ministros

Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que a crise institucional no tribunal seria bem menor se o ministro Dias Toffoli tivesse agido antes da mesma forma que nesta quarta-feira (11), quando recusou a relatoria sobre o pedido de instalação da CPI do Master e se declarou suspeito para julgar a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo esses ministros, desde o início das investigações, defendiam que Toffoli ficasse completamente afastado de qualquer caso relacionado ao Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro. Acreditam que o ministro, ao tentar controlar o andamento das apurações por conhecer seu teor potencialmente explosivo, acabou atraindo uma onda significativa de desgaste não apenas para si mesmo, mas para toda a instituição do STF.

Desgaste pessoal e institucional

Os colegas de Toffoli argumentam que ele deveria ter enfrentado a situação com a mesma postura demonstrada agora desde o princípio. A hesitação inicial, segundo essa avaliação interna, prejudicou substancialmente a imagem do ministro e do próprio Supremo, como evidenciado por pesquisas de opinião pública, incluindo a realizada pelo instituto Quaest.

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O problema central persiste: as investigações do caso Master ainda possuem um longo caminho a percorrer e têm o potencial de aprofundar consideravelmente a atual crise. Dessa forma, a turbulência provocada pelas ações de Daniel Vorcaro mantém-se firme e ativa dentro do Supremo Tribunal Federal.

Imobilismo e divisão no tribunal

Atualmente dividido, o STF não consegue tomar medidas decisivas para superar esta crise institucional. A postura predominante, segundo fontes internas, é de uma espécie de imobilismo, quase como se o tribunal estivesse rezando para que a situação não piore e permaneça no estado atual – que já é considerado muito ruim pelos próprios integrantes da corte.

Há um temor generalizado entre os ministros de que, até que surja algum novo fato mais rumoroso envolvendo figuras como Toffoli e o ministro Alexandre de Moraes, a crise possa se agravar ainda mais. Nesse cenário, as consequências para a imagem e o funcionamento do STF seriam profundamente negativas.

A crise no Supremo, portanto, segue sem uma solução à vista, com os ministros conscientes de que a situação atual é insustentável e que qualquer novo desenvolvimento pode levar a um agravamento ainda maior do já frágil equilíbrio institucional.

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