Governador Castro nomeia servidor concursado para comandar Rioprevidência após investigação da PF
Castro põe concursado no Rioprevidência após investigação da PF

Governador do Rio nomeia servidor concursado para liderar Rioprevidência após fundo ser alvo da Polícia Federal

Em uma movimentação significativa no cenário político e administrativo do Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro realizou uma troca na diretoria do Rioprevidência, fundo de aposentadorias dos servidores estaduais. A mudança ocorre uma semana após uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de irregularidades em investimentos de quase R$ 1 bilhão no Banco Master.

Mudanças na liderança do fundo após investigações

Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso, um servidor concursado com experiência em cargos interinos na autarquia, foi nomeado como novo diretor de administração e finanças do Rioprevidência. Ele também assumirá a presidência interina da instituição, substituindo Alcione Soares Menezes Filho, que foi exonerado do cargo que ocupava desde março de 2024.

A decisão foi formalizada na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, através de publicação no Diário Oficial do Estado. Essa ação segue a saída do ex-presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, que deixou o cargo após ser alvo de buscas da Polícia Federal na semana anterior.

Contexto das investigações e impactos nos investimentos

As investigações da Polícia Federal tiveram início em novembro, a partir de uma auditoria conduzida pelo Ministério da Previdência Social. A fiscalização identificou um crescimento incomum nos investimentos do Rioprevidência no Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, com mudanças no padrão de aplicações de recursos.

Segundo as autoridades, durante a gestão de Deivis Antunes, iniciada em 2023, o fundo realizou aportes de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master. A Polícia Federal alega que essas operações expuseram o patrimônio da autarquia a um risco elevado e incompatível com sua finalidade, que é garantir a aposentadoria dos servidores públicos.

Em resposta, o Rioprevidência defendeu suas ações, afirmando que todos os investimentos observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle. A instituição ressaltou seu compromisso com a transparência e a legalidade em suas operações financeiras.

Outras nomeações e reestruturação administrativa

Além da nomeação de Nicholas Cardoso, o governador Cláudio Castro também designou Gilson Feliz da Silva para assumir a diretoria de investimentos do Rioprevidência. Ele substitui Eucherio Lerner Rodrigues, outro alvo da operação da Polícia Federal, que já havia deixado o cargo anteriormente.

Essas mudanças refletem uma tentativa de estabilizar a gestão do fundo em meio às investigações, priorizando a nomeação de servidores concursados para cargos-chave. A medida busca reforçar a confiança na administração pública e assegurar a proteção dos recursos destinados à previdência dos servidores estaduais.

O caso continua sob acompanhamento das autoridades, com a Polícia Federal e o Ministério da Previdência Social monitorando de perto as atividades do Rioprevidência para garantir a conformidade com as normas de segurança e transparência.