Um professor venezuelano que vive exilado na fronteira da Colômbia manifestou apoio à recente operação militar ordenada por Donald Trump que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O educador, que fugiu de seu país há uma década, enxerga um novo sentimento de "esperança" para a população, mesmo diante de um futuro incerto.
Exílio e reação à notícia da captura
O professor, que está na casa dos 30 anos e atualmente reside em Cúcuta, na Colômbia, relatou sua experiência ao tomar conhecimento da ação norte-americana. Ele descreveu um cenário anterior de desespero, que teria mudado com as imagens da prisão do líder venezuelano. "Quando ouvi a notícia pela primeira vez, só queria assistir à TV até ver uma foto daquele filho da p*** com cara de fraco e apavorado", declarou, em referência a Maduro.
Esperança mesclada com confusão sobre o futuro
Apesar do alívio inicial, a fala subsequente do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, introduziu elementos de apreensão. O anúncio de que o vice de Maduro assumiria o poder, combinado com a menção ao controle do petróleo venezuelano pelos Estados Unidos, gerou confusão. "A situação ficou bem mais confusa", admitiu o professor. Para ele, ainda não está claro o que vai acontecer com o país sul-americano após esse evento marcante, datado de 5 de janeiro de 2026.
Um símbolo da diáspora venezuelana
A opinião do educador reflete os sentimentos complexos de parte da diáspora venezuelana, que deixou o país durante a profunda crise política e econômica dos últimos anos. Sua fala equilibra um desejo profundo por mudança com o ceticismo em relação às intenções e consequências de uma intervenção estrangeira direta. O fato evidencia como o evento reverbera não apenas nos círculos de poder, mas também entre cidadãos comuns que há anos aguardam por uma guinada no destino de sua nação.
A operação, que teve ampla divulgação nas redes sociais do ex-presidente Trump, continua a gerar reações polarizadas ao redor do mundo, colocando o futuro político e econômico da Venezuela em um novo e imprevisível patamar.