Presidente Interina da Venezuela Afirma: "Basta de Ordens de Washington"
Em um discurso contundente, Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, rejeitou publicamente as interferências do governo norte-americano em assuntos internos do país. A declaração foi feita durante um evento realizado no domingo, 25 de janeiro de 2026, no estado de Anzoátegui, reunindo trabalhadores do setor petrolífero.
Defesa da Soberania Nacional
Rodríguez enfatizou que a Venezuela não deve mais receber ordens de Washington, especialmente sobre questões políticas internas. "Já basta de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela", afirmou ela, destacando a necessidade de soluções autônomas para divergências e conflitos domésticos. A presidente interina criticou a influência de potências estrangeiras, argumentando que isso tem custado caro à República, com consequências ligadas ao fascismo e extremismo.
Contexto Político Recente
Desde a suposta captura do presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, têm afirmado controle sobre a Venezuela, incluindo a gestão de sua produção de petróleo. Inicialmente, houve cooperação entre Rodríguez e o governo Trump, que optou por mantê-la no poder como vice-presidente de Maduro. No entanto, as relações têm sido voláteis, com Trump alternando entre ameaças e elogios à mandatária venezuelana.
Repercussões e Transmissão
O discurso de Rodríguez foi registrado e transmitido pela Telesur, rede estatal venezuelana, ampliando seu alcance. A presidente interina já enfrentou ameaças diretas de Trump, que alertou sobre "um preço muito alto" se ela não agisse conforme suas expectativas. Paradoxalmente, o líder norte-americano também a elogiou e chegou a convidá-la para uma visita à Casa Branca, evidenciando a complexidade das relações bilaterais.
Implicações para o Futuro
Esta postura firme de Rodríguez sinaliza um possível afastamento da cooperação anterior com os EUA, reforçando a soberania venezuelana em meio a tensões geopolíticas. O evento em Anzoátegui destaca o papel crucial do setor petrolífero na economia e política do país, servindo como palco para reafirmar a autonomia nacional frente a pressões externas.