União Europeia aprova proibição total de importações de gás russo até 2027
UE proíbe importações de gás russo até 2027

União Europeia aprova proibição total de importações de gás russo até 2027

Os países membros da União Europeia aprovaram formalmente a determinação para proibir todas as importações de gás russo até o final do ano de 2027. A decisão histórica foi tomada durante uma reunião realizada em Bruxelas nesta segunda-feira, dia 26 de janeiro de 2026, marcando um passo significativo na estratégia energética do bloco europeu.

Votação e oposição de Eslováquia e Hungria

A aprovação final não foi unânime, com dois países registrando votos contrários à medida. Eslováquia e Hungria se posicionaram contra a proibição, destacando divergências dentro do bloco em relação à dependência energética e às implicações econômicas da suspensão. Apesar da oposição, a maioria dos membros apoiou a iniciativa, que visa reduzir a dependência europeia dos recursos energéticos russos.

Cronograma para suspensão total

A suspensão total das importações está programada para acontecer até setembro de 2027, conforme estabelecido pela determinação aprovada. Este cronograma permite um período de transição para os países membros ajustarem suas infraestruturas e fontes de abastecimento, mitigando possíveis impactos no fornecimento de energia.

Contexto geopolítico e implicações

A decisão ocorre em um cenário de tensões geopolíticas contínuas, com a União Europeia buscando fortalecer sua autonomia energética em meio a conflitos internacionais. A medida reflete esforços para diversificar as fontes de gás e promover alternativas sustentáveis, alinhadas com objetivos ambientais e de segurança.

Especialistas apontam que a proibição pode influenciar as relações comerciais entre a UE e a Rússia, além de impactar os mercados globais de energia. A transição para outras fontes, como gás natural liquefeito de outros países ou energias renováveis, deve acelerar nos próximos anos.

Com esta aprovação, a União Europeia reforça seu compromisso com políticas energéticas independentes, embora desafios logísticos e econômicos permaneçam, especialmente para nações mais dependentes do gás russo.