Trump demite Kristi Noem e nomeia senador Markwayne Mullin para Segurança Interna
Trump troca Noem por Mullin na Segurança Interna dos EUA

Mudança no comando da segurança interna americana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou uma significativa alteração em seu gabinete nesta quinta-feira (5), anunciando a demissão de Kristi Noem do cargo de secretária de Segurança Interna e indicando o senador republicano Markwayne Mullin como seu substituto. A nomeação deve vigorar a partir de 31 de março de 2026, conforme comunicado oficial feito através da rede social Truth Social.

Transição de poder na pasta de segurança

Em sua publicação, Trump expressou confiança no novo indicado, descrevendo Mullin como "altamente respeitado" e destacando sua trajetória como senador pelo estado de Oklahoma desde 2023. Curiosamente, antes de ingressar na política, Mullin teve uma carreira como lutador de MMA, experiência que agora trará para o complexo departamento de segurança nacional.

Quanto à saída de Kristi Noem, o presidente americano buscou suavizar o impacto da demissão, anunciando que ela assumirá uma nova posição como enviada especial para o Escudo das Américas. "A atual secretária, Kristi Noem, que nos serviu muito bem e obteve inúmeros e espetaculares resultados, especialmente na fronteira, passará a ser enviada especial", afirmou Trump, agradecendo publicamente seus serviços.

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Pressões e polêmicas que levaram à mudança

A decisão ocorre em um contexto de crescentes críticas ao Departamento de Segurança Interna sob o comando de Noem, apelidada de "Barbie do ICE" por seus métodos considerados truculentos nas operações contra imigrantes. As pressões aumentaram significativamente após dois incidentes fatais em Minneapolis que colocaram o departamento sob escrutínio público e político.

No final de janeiro, o governo Trump transferiu a investigação sobre o assassinato do enfermeiro Alex Pretti durante protestos em Minneapolis da Divisão de Investigações do DHS para o FBI. Esta mudança foi interpretada por muitos como um reconhecimento das limitações estruturais do departamento para lidar com casos complexos envolvendo tiroteios com policiais, que exigem perícia forense especializada, análise balística e capacidade de investigação em larga escala.

O caso Alex Pretti e suas repercussões

Alex Pretti foi morto a tiros por agentes da Patrulha da Fronteira durante manifestações em Minneapolis no sábado (24), após ser imobilizado no chão. Os agentes abriram fogo quando perceberam que ele portava uma arma em sua cintura, disparando mais de dez vezes mesmo após confiscarem a arma. O incidente ocorreu em meio a protestos que se intensificaram desde a morte de Renee Nicole Good, cidadã americana morta por um agente de imigração em 7 de janeiro durante uma abordagem.

Trump, que inicialmente defendeu as ações de seus agentes, mudou seu discurso em relação a Pretti após a divulgação de um vídeo mostrando o enfermeiro envolvido em uma briga com membros do ICE onze dias antes de sua morte. O presidente classificou Pretti como "agitador e, talvez, insurgente", argumentando que as novas imagens haviam danificado significativamente sua reputação.

Reorganização na política de imigração

Paralelamente à mudança na liderança do DHS, a Casa Branca estuda reduzir o número de agentes do ICE em Minnesota, segundo declarações do czar da fronteira Tom Homan. Além disso, Gregory Bovino, chefe da operação anti-imigração, foi removido de seu cargo nesta semana, indicando uma reavaliação mais ampla das estratégias de controle migratório.

A nomeação de Markwayne Mullin representa não apenas uma mudança de pessoal, mas possivelmente uma reorientação na abordagem da segurança interna americana, especialmente em questões sensíveis como imigração e controle de fronteiras. Com sua experiência legislativa e perfil público distinto, Mullin assume o desafio de liderar um departamento que recentemente enfrentou críticas tanto de opositores quanto de aliados republicanos.

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