Trump revela detalhes sobre suposto novo local nuclear iraniano e comenta sucessão no país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou uma declaração impactante durante entrevista coletiva nesta segunda-feira, 9 de março de 2026. Ele afirmou que o Irã estaria desenvolvendo um novo local para a produção de armas nucleares, estrategicamente protegido por granito. Esta informação surge após as instalações anteriores terem sido bombardeadas pelos Estados Unidos no ano passado, em uma operação militar conjunta com Israel.
Detalhes sobre a instalação e capacitação militar
"Mas eles estavam começando a trabalhar em outro local, um local diferente, um tipo diferente de instalação, e esse estava protegido por granito", declarou Trump aos jornalistas presentes. O presidente norte-americano detalhou ainda que o Irã busca ampliar sua capacidade militar com avanços significativos em mísseis balísticos. Na avaliação de Trump, este desenvolvimento dificultaria sobremaneira qualquer tentativa de impedir o país de obter uma arma nuclear, elevando o nível de preocupação internacional.
Justificativa para campanha de ataques e visão sobre o Oriente Médio
Trump foi enfático ao justificar a campanha de ataques aéreos iniciada pelos Estados Unidos e Israel. "Se eu não os atacasse primeiro, eles atacariam nossos aliados primeiro. Eu acredito nisso com base em informações", afirmou o republicano. Ele complementou dizendo que, sem essa ação preventiva, o Irã poderia dominar toda a região do Oriente Médio, alterando o equilíbrio de poder de forma drástica. "Eles iriam tomar conta do Oriente Médio", ressaltou Trump, destacando a gravidade da ameaça percebida.
Críticas à escolha do novo líder supremo do Irã
O presidente também comentou a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, sucedendo seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que faleceu em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. Trump expressou decepção com a decisão, classificando a mudança como "mais do mesmo" para o país. Apesar das críticas, ele evitou especular se o novo líder poderia ser alvo de um ataque semelhante, considerando tal comentário inapropriado no momento.
Preferência por liderança interina e exemplo venezuelano
Trump revelou que veria com bons olhos a escolha de um líder interino no Irã, selecionado entre figuras políticas locais. Ele citou como exemplo o caso da Venezuela, onde Delcy Rodríguez assumiu a liderança após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas. "Acho que mostramos isso até agora na Venezuela. Temos uma mulher, Delcy Rodríguez, que é muito respeitada e está fazendo um grande trabalho", afirmou. O presidente expressou o desejo de ver no Irã um líder que fosse "interno e permanente", sugerindo uma transição mais estável.
Diálogo com Putin e contexto regional
Ainda nesta segunda-feira, Trump conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em um diálogo que durou cerca de uma hora. Segundo o Kremlin, a conversa foi "franca e objetiva", abordando a guerra no Irã, a situação na Ucrânia e o cenário do mercado global de petróleo. Trump confirmou o diálogo e disse que Putin quer "ser construtivo", enquanto o líder russo havia prometido "apoio inabalável" ao Irã após a escolha do novo líder.
Respostas iranianas e incidentes regionais
Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de ataques militares contra o Irã em 28 de fevereiro. Em resposta, o governo iraniano lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas em diversos países da região. Entre os afetados estão Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em países como Chipre, Azerbaijão e Turquia, ampliando a tensão geopolítica.
Este cenário complexo destaca os desafios contínuos na relação entre os Estados Unidos e o Irã, com implicações significativas para a segurança regional e global. As declarações de Trump reforçam a postura assertiva de sua administração, enquanto as respostas iranianas e o envolvimento de potências como a Rússia adicionam camadas de complexidade ao conflito.
