Trump critica Bad Bunny e Green Day e anuncia ausência no Super Bowl
Trump não vai ao Super Bowl e critica artistas do show

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou publicamente que não tem intenção de comparecer ao Super Bowl deste ano, marcado para o dia 8 de fevereiro. Em entrevista ao jornal New York Post, Trump também expressou forte descontentamento com a escolha dos artistas que se apresentarão no tradicional show do intervalo do evento esportivo.

Críticas aos artistas escolhidos

Trump foi enfático ao criticar o cantor porto-riquenho Bad Bunny e a banda Green Day, ambos conhecidos por posicionamentos críticos em relação às políticas de seu governo durante sua presidência. "Sou contra eles. Acho que é uma escolha terrível. Tudo o que fazem é espalhar ódio. Terrível", afirmou o ex-líder norte-americano.

No entanto, Trump justificou que os artistas não seriam o principal motivo de sua ausência no evento. Ele alegou que o jogo acontecerá "longe" de sua localização atual. "Eu iria, mas é muito longe", declarou, referindo-se ao fato de que o Super Bowl será realizado no Levi's Stadium, na Califórnia, enquanto ele está na costa leste dos Estados Unidos.

Contexto geográfico do evento

Vale destacar que a Califórnia fica no extremo oposto do país em relação à Casa Branca, residência oficial do presidente em Washington D.C. No ano anterior, o Super Bowl ocorreu em Nova Orleans, Louisiana, que fica consideravelmente mais próxima da capital federal.

Polêmica anterior envolvendo Bad Bunny

Esta não é a primeira vez que a escolha de Bad Bunny para o show do intervalo do Super Bowl gera controvérsia entre figuras políticas conservadoras. Em outubro do ano passado, Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, também classificou a decisão como "terrível".

Johnson afirmou que nem sabia quem era Bad Bunny quando questionado por repórteres nos corredores do Congresso. O parlamentar argumentou que o artista "não atrai um público amplo" e sugeriu que o cantor de música country Lee Greenwood seria uma escolha mais apropriada para o evento, que atrai milhões de espectadores, incluindo crianças e jovens.

Posicionamento de Bad Bunny

Bad Bunny foi anunciado oficialmente como artista do show do intervalo do Super Bowl em setembro, através de comunicado conjunto da NFL, Apple Music e da produtora Roc Nation. O cantor porto-riquenho de 31 anos expressou emoção com a oportunidade, dedicando-a à sua cultura e história.

"O que estou sentindo vai além de mim. É por aqueles que vieram antes de mim e correram muito para que eu pudesse entrar em campo e marcar um touchdown", declarou Bad Bunny. "Isso é para o meu povo, para a minha cultura e para a nossa história", completou.

Oliver Schusser, vice-presidente da Apple para música e esportes, elogiou a escolha, afirmando que "poucos artistas representam essa interseção de forma tão perfeita e autêntica quanto Bad Bunny".

Turnê mundial sem os Estados Unidos

Curiosamente, Bad Bunny deixou os Estados Unidos fora de sua turnê mundial, que começou em 2025 e tem previsão de encerramento para este ano. Em entrevista à revista britânica i-D há aproximadamente duas semanas, o artista explicou os motivos por trás dessa decisão.

"Houve muitos motivos pelos quais não me apresentei nos Estados Unidos, e nenhum deles foi por ódio — já toquei lá muitas vezes", afirmou Bad Bunny. Ele destacou que todos os shows anteriores no país foram bem-sucedidos e que gostou de se conectar com a comunidade latino-americana residente nos EUA.

No entanto, o cantor expressou preocupação com a possível presença do ICE (Immigration and Customs Enforcement) fora de seus shows, temendo que porto-riquenhos e outros latino-americanos pudessem ser alvo de fiscalizações e deportações ao comparecerem aos concertos.

A polêmica envolvendo a participação de Bad Bunny no Super Bowl continua a gerar debates sobre representatividade cultural, liberdade artística e as interseções entre entretenimento e política nos Estados Unidos.