Após prisão de Maduro, Trump mira 5 países: Colômbia, Cuba, México, Irã e Groenlândia
Trump mira 5 países após prisão de Maduro na Venezuela

O cenário geopolítico global enfrenta uma nova onda de tensões após a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro, no último sábado, 3 de janeiro de 2026. O evento parece ter inflamado ainda mais a postura intervencionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que retornou ao poder em janeiro de 2025.

Desde que reassumiu a Casa Branca, Trump já havia dado contornos agressivos à sua política externa, alterando o curso da guerra na Ucrânia, estabelecendo um cessar-fogo em Gaza e ordenando bombardeios ao Irã. Agora, com a captura de Maduro, o republicano disparou alertas públicos sobre uma série de territórios que estariam em sua mira, delineando uma nova fase do que analistas chamam de imperialismo americano.

Os cinco alvos na mira de Trump

A bordo do Air Force One e em outras declarações, o mandatário americano advertiu sobre suas intenções em relação a pelo menos cinco pontos do mapa mundial: Colômbia, Cuba, México, Irã e Groenlândia. As ameaças, que violam princípios do direito internacional, foram feitas poucas horas após a operação que prendeu o líder chavista.

Colômbia: ameaças diretas a Gustavo Petro

Muito antes da queda de Maduro, Trump já dirigia críticas duras ao presidente colombiano, Gustavo Petro, a quem chamou de "líder do tráfico de drogas" e "bandido". Em outubro de 2025, Petro foi alvo de sanções americanas.

No início de dezembro, o tom se elevou. Trump advertiu Petro, sem rodeios: "É melhor ele se conscientizar ou será o próximo. Ele será o próximo em breve". Após a operação na Venezuela, a intimidação continuou. No domingo, 4 de janeiro, Trump afirmou, sem apresentar provas, que a Colômbia era "governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos".

Questionado se os EUA poderiam realizar uma ação militar similar no país vizinho, a resposta foi direta: "Para mim, parece uma boa ideia". A Colômbia, além de ser um centro do narcotráfico na região, possui grandes reservas de petróleo e é importante produtora de ouro, prata e esmeraldas.

Cuba e México: a crise das drogas e a pressão regional

Em relação a Cuba, Trump indicou que uma intervenção militar pode não ser necessária, pois o regime estaria "pronto para cair". Ele justificou que a ilha perdeu sua principal fonte de renda com o fim do apoio venezuelano. "Toda a renda deles vinha da Venezuela, do petróleo venezuelano", disse.

Já o secretário de Estado, Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, reforçou que Havana está "em maus lençóis", mas evitou detalhar os próximos passos da administração americana.

O México entrou no radar por causa da crise de opioides nos EUA. Trump declarou que as drogas estão "inundando" o país e que "teremos que fazer alguma coisa". Ele revelou ter oferecido à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, o envio de tropas americanas para combater os cartéis, proposta que foi rejeitada pela líder, que defende a cooperação sem interferência militar.

Irã e Groenlândia: ameaças além da América Latina

O Irã, alvo de protestos desde o final de dezembro, também recebeu novas advertências. Trump alertou que, se o regime "começar a matar pessoas como fizeram no passado", será "duramente atingido pelos Estados Unidos". Ele também reiterou sua oposição a qualquer tentativa iraniana de retomar o programa nuclear.

A declaração mais surpreendente, porém, foi sobre a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca. Trump afirmou que "precisa da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional", alegando que a ilha está "repleta de navios russos e chineses" e é rica em recursos naturais.

Em resposta, o primeiro-ministro groenlandês, Jens Frederik Nielsen, classificou a retórica como "totalmente inaceitável" e "desrespeitosa", enfatizando que seu país "não é um objeto na retórica das grandes potências".

Consequências e o novo imperialismo

As declarações sucessivas de Trump, intensificadas após a prisão de Maduro, sugerem um ano de 2026 marcado por uma política externa extremamente assertiva e unilateral. A chamada Doutrina Monroe, que defende a influência dos EUA sobre as Américas, parece estar sendo revigorada com um tom mais agressivo.

As ameaças a países soberanos, a justificativa de intervenção baseada em combate ao narcotráfico e a cobiça aberta por territórios estratégicos indicam uma disposição de desafiar normas internacionais. O mundo agora observa se essas palavras serão convertidas em ação, o que poderia desencadear uma série de crises diplomáticas e conflitos em múltiplas regiões.