Trump critica aliados europeus por falta de apoio em conflito com Irã e descarta ação no Estreito de Ormuz
Trump critica Europa por não apoiar ofensiva e descarta ação em Ormuz

Ex-presidente dos EUA ataca aliados europeus em meio a crise no Estreito de Ormuz

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou duras críticas contra aliados europeus nesta terça-feira, acusando-os de não oferecerem apoio suficiente à campanha de bombardeios conduzida por EUA e Israel contra o Irã. Em declarações públicas e nas redes sociais, o republicano descartou qualquer intervenção direta norte-americana para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz, que permanece bloqueado desde o início da ofensiva militar em 28 de fevereiro.

Críticas direcionadas a Reino Unido e França

Trump iniciou o dia com publicações agressivas nas redes sociais, onde pediu que outros países "vão buscar o seu próprio petróleo!" e "comecem a aprender a lutar por si próprios". O bloqueio do estreito, por onde escoa aproximadamente 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial, já provocou uma alta significativa nos preços globais de combustíveis.

O ex-presidente direcionou ataques específicos ao Reino Unido e à França. "A todos esses países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a participar da decapitação do Irã, tenho uma sugestão", escreveu Trump. "Número 1, comprem dos EUA, temos bastante, e número 2, criem coragem, vão até o estreito e simplesmente TOMEM-NO".

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Pouco depois, o republicano também criticou a França, afirmando que o país é "muito pouco prestativo" por "não permitir que aviões com destino a Israel, carregados com equipamento militar, sobrevoem o território francês".

EUA descartam ação direta no estreito

Em conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump foi enfático ao descartar uma ação direta dos Estados Unidos para reabrir a crucial passagem marítima. "Não é da nossa alçada. Isso não é para nós. É para a França. É para quem estiver usando o estreito", declarou o ex-presidente.

O republicano também mencionou a China como um dos países que deveriam assumir responsabilidade pela reabertura da rota estratégica, e fez referência à Marinha Real Britânica. "Da última vez que verifiquei, era para existir uma grande e poderosa Marinha Real Britânica pronta para fazer esse tipo de coisa", afirmou Trump, em tom de provocação.

Reação europeia dividida

Enquanto isso, a resposta dos países europeus à situação segue dividida. A Espanha tomou uma posição firme ao proibir o uso de bases militares e do espaço aéreo do país por forças norte-americanas em operações contra o Irã, alegando que a ação viola o direito internacional.

Do outro lado, a Itália também negou apoio logístico à campanha. Segundo informações do jornal Corriere della Sera, Roma não autorizou o uso da base de Sigonella, na Sicília, por falta de pedido formal dos Estados Unidos. O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, tentou minimizar tensões ao afirmar que "não há qualquer esfriamento ou tensão com os Estados Unidos", e que os norte-americanos conhecem tão bem quanto os italianos "as normas que regem a sua presença na Itália desde 1954".

Impacto econômico do bloqueio

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, representa uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia. Seu bloqueio praticamente completo desde o início do conflito tem causado uma disparada no preço do barril de petróleo em todo o mundo, afetando economias globais e aumentando as tensões geopolíticas na região.

A postura de Trump reflete uma visão de política externa que prioriza interesses nacionais imediatos e transfere responsabilidades para aliados tradicionais, marcando um momento de tensão nas relações transatlânticas em meio a uma crise energética de proporções internacionais.

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