
Eis uma guinada que poucos viram chegando — e que está dando o que falar nos corredores do poder. Nesta sexta-feira, 29, Donald Trump, numa manobra que beira o inédito, decidiu cortar a proteção do Serviço Secreto que até então garantia a segurança da vice-presidente Kamala Harris.
A decisão, tomada de forma abrupta, pegou muitos de surpresa. Afinal, estamos falando de uma figura central na linha sucessória presidencial — alguém que, convenhamos, não deveria ficar exposta assim, sem a devida cobertura de segurança.
Mas o que isso significa na prática? A partir de agora, a vice-presidente não contará mais com a escolta federal que a acompanhava em deslocamentos públicos e privados. Um movimento arriscado, pra dizer o mínimo.
Contexto é tudo
Não se trata de um simples ajuste administrativo. A revogação acontece num momento de tensão política palpável — Trump, que sempre manteve um relacionamento conturbado com Harris, parece estar usando o aparato de segurança como mocha de troca.
Especialistas em segurança nacional já manifestaram preocupação. "Retirar a proteção de uma figura tão visível é, no mínimo, temerário", comenta um analista que preferiu não se identificar. "Isso expõe não apenas ela, mas todo o sistema."
Do outro lado, apoiadores do ex-presidente defendem a medida como um acerto necessário — alegando que a estrutura do Serviço Secreto vinha sendo utilizada de maneira excessiva e politizada.
E agora, como fica a segurança de Harris?
Boa pergunta. Sem o respaldo federal, caberá ao próprio escritório da vice-presidente organizar seu esquema de proteção — possivelmente com recursos alternativos e talvez até com contratação de segurança privada.
Algo complicado, considerando que ameaças a autoridades federais não são exatamente raras. Sem falar no simbolismo da coisa: é a primeira vez em décadas que alguém nessa posição fica sem a cobertura tradicional.
O Palácio do Planalto ainda não se manifestou oficialmente — mas fontes próximas dizem que a reação interna foi de "perplexidade e preocupação".
Enquanto isso, Trump segue firme em sua agenda pós-presidência. E essa jogada, arriscada e controversa, só alimenta a polarização que já divide o país. Resta saber como esse capítulo vai se desenrolar — e que precedente vai criar.