O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu as tensões nas relações com Cuba neste domingo, 11 de janeiro de 2026, ao endossar uma provocação nas redes sociais que brincava com a ideia do secretário de Estado Marco Rubio assumir a presidência do país caribenho.
Provocação nas redes sociais
A polêmica começou quando Trump compartilhou em sua plataforma Truth Social uma publicação originalmente feita no X (antigo Twitter) no dia 8 de janeiro. A mensagem, em tom claramente jocoso, afirmava: “Marco Rubio será presidente de Cuba”.
Ao republicar a imagem, o ex-mandatário americano adicionou um comentário sucinto, mas de amplo alcance: “Por mim, tudo bem!”. A brincadeira ganhou um peso simbólico extra pelo fato de Marco Rubio ser filho de imigrantes cubanos e ter nascido em Miami, na Flórida, um detalhe que alimentou a repercussão imediata do episódio nas redes.
Endurecimento contra o governo cubano
No mesmo dia, Trump foi além da provocação online e elevou o tom em suas declarações contra o governo de Havana. Ele anunciou medidas mais duras, focando no vital fornecimento de energia para a ilha.
Trump declarou que Cuba deixará de ter acesso ao petróleo e aos recursos financeiros da Venezuela. Segundo sua argumentação, Caracas não precisaria mais da suposta cooperação em segurança oferecida pelos cubanos, que historicamente era trocada pelo envio de combustível.
O ex-presidente pressionou as autoridades cubanas a “fechar um acordo antes que seja tarde” e fez uma afirmação contundente sobre a Venezuela, dizendo que o país “não é mais refém” e que agora está sob a proteção dos Estados Unidos e de suas forças armadas, que classificou como “as mais poderosas do mundo”.
Resposta imediata de Cuba
A reação do governo cubano foi rápida e veio através da rede social X. O chanceler Bruno Rodríguez rejeitou frontalmente as declarações de Trump.
Rodríguez afirmou que Cuba tem pleno direito de importar combustível de qualquer país disposto a exportá-lo e de desenvolver suas relações comerciais sem sofrer interferências externas ou as “medidas coercitivas unilaterais” impostas por Washington.
Além disso, o ministro das Relações Exteriores cubano negou categoricamente que seu país receba qualquer tipo de compensação financeira pelos serviços de segurança prestados à Venezuela ou a outras nações, contrariando a narrativa apresentada por Trump.
O episódio ilustra a volta de um estilo de diplomacia pública marcado por provocações nas redes sociais e um discurso direto contra governos adversários, reacendendo debates sobre a política externa americana para a América Latina em um contexto de crescente tensão.