Trump anuncia aumento de tarifas para produtos da Coreia do Sul após impasse legislativo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, que aumentará as tarifas sobre diversos produtos sul-coreanos, em uma medida que acirra as tensões comerciais entre os dois países. A decisão foi divulgada através da plataforma Truth Social, onde Trump acusou a Coreia do Sul de "não estar à altura" de um acordo comercial anterior firmado com Washington.
Acusações e justificativas do líder americano
Em sua publicação, Trump afirmou: "Dado que o Poder Legislativo da Coreia não promulgou nosso Histórico Acordo Comercial, o que é sua prerrogativa, por meio desta aumento as TARIFAS da Coreia do Sul sobre automóveis, produtos madeireiros, farmacêuticos e todas as demais TARIFAS recíprocas". Essa mudança de postura ocorre meses após Washington e Seul terem alcançado um acordo comercial e de segurança, que foi resultado de negociações tensas entre as nações.
Contexto do acordo comercial anterior
O acordo foi fechado em outubro de 2025, após uma reunião entre Trump e o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, no Salão Oval da Casa Branca. Os termos incluíam:
- Promessas de novos investimentos por parte da Coreia do Sul
- Cortes tarifários dos Estados Unidos
- Manutenção de tarifas de até 15% sobre produtos sul-coreanos, como veículos, autopeças e farmacêuticos
Esse pacto reduziu as tarifas americanas sobre automóveis sul-coreanos de um nível anterior de 25%, proporcionando um ambiente mais favorável para as exportações do país asiático.
Impacto econômico nas exportações sul-coreanas
A indústria automobilística representa 27% das exportações da Coreia do Sul para os Estados Unidos, que recebem quase metade das exportações de automóveis do país. Se a ameaça de Trump for aplicada, o retorno a tarifas mais altas colocaria as exportações sul-coreanas em uma posição menos vantajosa frente a outras economias, como Japão e União Europeia, que firmaram acordos para tarifas norte-americanas de 15%.
Essa reversão poderia prejudicar significativamente a competitividade dos produtos sul-coreanos no mercado americano, afetando setores-chave da economia do país asiático. A medida reflete as tensões contínuas nas relações comerciais internacionais sob a administração Trump, destacando a volatilidade dos acordos diplomáticos em um cenário global complexo.