EUA capturam Maduro em operação militar e divulgam foto do líder algemado
Trump anuncia captura de Maduro após ofensiva militar

O cenário geopolítico internacional foi abalado na madrugada deste sábado, 3 de janeiro, com uma ação militar de grande escala conduzida pelos Estados Unidos contra a Venezuela. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o sucesso da operação, que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Ofensiva Militar e a Foto da Captura

O ataque começou nas primeiras horas do dia e atingiu múltiplas regiões do país vizinho. Explosões foram registradas na capital Caracas, além dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Horas após o início da ação, Donald Trump divulgou uma imagem que rapidamente viralizou nas redes sociais e na imprensa internacional.

A fotografia mostra Nicolás Maduro a bordo do navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima, da Marinha dos Estados Unidos. Na imagem, o presidente venezuelano aparece vestindo um moletom, com óculos escuros e, aparentemente, com as mãos algemadas. Trump afirmou que o casal preso está sendo transportado para Nova York em uma das embarcações que estavam posicionadas no mar do Caribe desde o final de 2025.

Declarações de Trump e o Futuro da Venezuela

Em entrevista à emissora Fox News ainda no sábado, o presidente dos EUA detalhou aspectos da operação e comentou os próximos passos. Ele revelou que acompanhou a captura de Maduro em tempo real, através de transmissões ao vivo de agentes em Caracas, comparando a experiência a "assistir a um programa de televisão".

Sobre o futuro político da Venezuela, Trump foi evasivo. Questionado sobre a possibilidade de a opositora María Corina Machado assumir o poder com apoio norte-americano, ele respondeu que ainda não tomou uma decisão definitiva. O presidente mencionou também a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, como uma figura relevante no cenário pós-captura.

No aspecto econômico, porém, Trump foi mais direto. Ele afirmou que os Estados Unidos passarão a ter um "forte envolvimento" com a indústria petrolífera venezuelana, uma das maiores do mundo. Apesar de não detalhar como se dará essa participação, garantiu que a China, principal credora de Caracas, continuará recebendo petróleo do país.

Revelações sobre o Planejamento da Operação

Durante a entrevista, Trump fez revelações surpreendentes sobre os bastidores da ação militar. A ofensiva, segundo ele, estava inicialmente programada para ocorrer quatro dias antes, mas precisou ser adiada devido a condições climáticas desfavoráveis na região do Caribe.

Outro ponto destacado foi uma tentativa de negociação de última hora. Trump afirmou que conversou com Nicolás Maduro aproximadamente uma semana antes da operação. Na ocasião, o governo venezuelano teria tentado negociar uma saída pacífica do poder. O presidente norte-americano, no entanto, rejeitou a proposta. "Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria", declarou Trump ao comentar o episódio.

O mandatário americano encerrou suas declarações afirmando que segue avaliando quais decisões serão tomadas em relação ao futuro da Venezuela, agora sob uma nova e incerta conjuntura após a captura de seu chefe de Estado.