Trump adia ultimato ao Irã para 6 de abril e afirma que negociações vão 'muito bem'
Trump adia ultimato ao Irã para 6 de abril

Trump adia ameaça ao Irã e afirma que diálogos avançam positivamente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, que adiou para 6 de abril sua ameaça de destruir a infraestrutura energética do Irã, atendendo a um pedido do governo iraniano. Em uma declaração publicada em sua plataforma Truth Social, Trump afirmou que as negociações entre os dois países estão indo "muito bem", apesar de críticas da mídia.

Detalhes do anúncio e prazos estendidos

"De acordo com o pedido do governo iraniano, esta declaração serve para anunciar que suspendo o período de destruição de usinas de energia por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h00 [21h00 de Brasília]", disse o líder americano. Ele enfatizou que "as conversas continuam e, apesar das declarações equivocadas dos meios de comunicação de notícias falsas e de outros, vão muito bem".

Este movimento representa mais uma reviravolta em uma semana de tensões. No sábado anterior, Trump havia dado inicialmente 48 horas ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, sob a ameaça de destruir as usinas elétricas do país. Na segunda-feira, em uma surpresa, ele anunciou que ambos os países haviam iniciado negociações "muito boas e frutíferas", razão pela qual concedeu um novo prazo de cinco dias, que venceria nesta sexta-feira.

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Contexto das negociações e reações

O adiamento do ultimato ocorre em um momento delicado para as relações internacionais, com o Irã buscando alívio em meio a sanções econômicas. A postura de Trump, que alterna entre ameaças e aberturas diplomáticas, tem sido alvo de análises e especulações globais. Observadores destacam que a extensão do prazo pode indicar um desejo genuíno de progresso nas tratativas, embora a situação permaneça incerta.

As declarações do presidente americano, feitas durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, reforçam seu estilo direto e muitas vezes polêmico. Ele não poupou críticas aos meios de comunicação, acusando-os de disseminar informações falsas sobre o andamento das conversas. Este episódio ressalta a volatilidade das relações entre Washington e Teerã, que têm oscilado entre confrontos e tentativas de diálogo nos últimos anos.

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