Rússia nega interesse em invadir Groenlândia e critica declarações de Trump
Rússia nega interesse em invadir Groenlândia

A Rússia rejeitou veementemente as alegações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que estaria interessada em invadir a Groenlândia. Em declarações divulgadas nesta segunda-feira (2), o país classificou essas acusações como "histórias falsas de terror", desmentindo qualquer intenção de ameaça sobre o território.

Resposta oficial do Kremlin

As afirmações foram feitas por Dmitri Medvedev, um alto funcionário de segurança do Kremlin e ex-presidente da Rússia entre 2008 e 2012. Até então, o governo russo não havia se pronunciado sobre as acusações do líder americano. Medvedev destacou que essa narrativa está sendo inventada por líderes ocidentais para "justificar seu próprio comportamento" em questões geopolíticas.

Contexto das acusações de Trump

Trump tem defendido a anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos, argumentando que isso impediria que China ou Rússia ganhassem influência ou controle militar sobre a ilha. O porta-voz da Otan, Alison Hart, corroborou essa visão, afirmando que o objetivo das negociações é garantir que nenhuma das duas nações exerça domínio sobre o território.

O republicano declarou já ter estabelecido com a Otan a estrutura de um futuro acordo referente à Groenlândia, embora não tenha detalhado os termos. Em uma postagem na Truth Social, Trump escreveu: "Essa solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da Otan".

Abordagem diplomática e ameaças

Trump enfatizou que busca negociações pacíficas e afirmou que "não usará a força" para alcançar seus objetivos. No entanto, durante um discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o líder norte-americano ameaçou os europeus, dizendo que os Estados Unidos "vão se lembrar" caso não recebam apoio para incorporar a Groenlândia.

Ele descreveu a região como um "grande pedaço de gelo" e criticou a Dinamarca, alegando que o país não protegeu adequadamente a área. Trump também afirmou que os EUA buscam "negociações imediatas" e acusou a Dinamarca de não cumprir promessas de investimento na ilha, dizendo: "Não há sinal da Dinamarca ali".

Incógnitas sobre o acordo

Ainda não está claro se o novo acordo proposto para a Groenlândia envolveria um aumento da presença militar dinamarquesa na região. Essa incerteza adiciona complexidade às tensões geopolíticas em torno do território, que se tornou um ponto focal de disputa entre potências globais.

Enquanto isso, em outro desenvolvimento internacional, o Irã chamou seus embaixadores e prepara uma resposta após a União Europeia classificar a Guarda Revolucionária como organização terrorista. A decisão unânime do bloco amplia a pressão política e econômica sobre o país, provocando críticas de autoridades iranianas e destacando os múltiplos focos de conflito na cena mundial.