Reino Unido e França lideram reunião com 30 países para reabrir Estreito de Ormuz
O Reino Unido e a França assumem a liderança de uma reunião crucial nesta semana com aproximadamente trinta países dispostos a participar na segurança do Estreito de Ormuz, que se encontra obstruído durante o atual conflito com o Irã. A informação foi divulgada pela imprensa britânica nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, destacando a importância estratégica desta rota marítima para o comércio global de energia.
Detalhes da reunião e objetivos da coalizão
A reunião, em nível de autoridades de defesa, será presidida pelo comandante do Estado-Maior britânico, Richard Knighton, e seu homólogo francês, Fabien Mandon, conforme reportado pelos jornais The Times e The Guardian. As fontes do Ministério da Defesa britânico indicam que o Reino Unido propôs sediar, em uma segunda fase, uma conferência internacional sobre a segurança do Estreito de Ormuz, possivelmente em Portsmouth ou Londres.
O objetivo principal desta conferência internacional é estabelecer uma coalizão de países comprometidos com a missão de reabrir e garantir a segurança da passagem. O Irã fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, em retaliação à ofensiva israelense-americana iniciada em 28 de fevereiro.
Tensões entre aliados ocidentais e contexto internacional
As notícias surgem na mesma semana em que a França sedia uma cúpula do G7, grupo das sete maiores economias do mundo, que contará com a presença do secretário de Estado americano, Marco Rubio, para discutir a guerra no Oriente Médio. O encontro está marcado para esta sexta-feira, 26 de março, em Cernay-la-Ville, nos arredores de Paris.
Apesar dos apelos de Washington, seus aliados, por ora, não ofereceram apoio claro à ofensiva contra o Irã. O presidente Donald Trump atacou vários membros do G7 e chamou os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de "covardes" por ignorarem seus pedidos por ajuda militar. No entanto, nos últimos dias, vários deles declararam "disposição" em auxiliar na reabertura do Estreito de Ormuz.
Iniciativas da Otan e próximos passos
No domingo, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, anunciou que um grupo de 22 países, composto por membros da aliança militar e parceiros no Oriente Médio, Ásia e Oceania, está preparando uma "iniciativa" para reabrir o estreito e "assegurar" a navegação segura e livre de navios. Rutte enfatizou: "O que precisamos fazer é trabalhar juntos", mas não forneceu detalhes específicos sobre a tal iniciativa.
Esta reunião representa um esforço diplomático e militar coordenado para enfrentar uma das crises mais urgentes no cenário internacional atual, com implicações diretas na economia global e na estabilidade geopolítica. A formação de uma coalizão robusta pode ser determinante para a reabertura desta rota vital e para o restabelecimento do fluxo normal de energia no mundo.



