O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez declarações contundentes nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, em resposta a uma ameaça militar feita pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Petro afirmou que, se necessário, está disposto a voltar a empunhar armas para defender a soberania do país.
Resposta Firme nas Redes Sociais
As declarações foram publicadas pelo mandatário colombiano na plataforma X. Elas surgiram como uma réplica direta às palavras de Trump, que no domingo, 4 de janeiro, ameaçou armar uma operação militar contra a Colômbia. O ex-presidente norte-americano fez acusações graves e sem apresentar provas, dizendo que o país está "doente" e é administrado por um "homem doente".
Trump chegou a insinuar, também sem fundamento, que Gustavo Petro teria envolvimento com a produção e venda de cocaína para os Estados Unidos. O contexto das ameaças ocorre após os EUA terem capturado o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação no sábado, 3 de janeiro, e o levarem para Nova York para ser julgado.
Histórico de Luta e Defesa da Soberania
Em sua resposta, Petro evocou seu passado como integrante do movimento guerrilheiro M-19 (Movimento 19 de Abril) na década de 1980. "Embora eu não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade", escreveu. O presidente lembrou que fez um juramento de não empunhar mais armas após o Pacto de Paz de 1989, mas fez uma ressalva poderosa: "pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira".
Além da disposição pessoal, Petro deu ordens claras às forças públicas colombianas. Ele determinou que a força pública deve atirar contra um eventual "invasor", e não contra o povo. O presidente foi além e estabeleceu uma linha dura para os comandantes militares.
"Cada soldado da Colômbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição", afirmou, reforçando que a Constituição ordena a defesa da soberania popular.
Defesa Pessoal e de Seu Governo
Diante das acusações de Trump, Gustavo Petro fez uma defesa enfática de sua honestidade e legitimidade. Ele listou ações de seu governo no combate ao narcotráfico e negou qualquer envolvimento com a droga. "Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário", declarou.
O presidente colombiano ressaltou que seus extratos bancários são públicos e que ninguém pode acusá-lo de gastar mais do que ganha. "Não sou ambicioso", completou. Para finalizar, Petro expressou confiança no povo colombiano e pediu que a população o defenda de qualquer ato violento ilegítimo contra sua pessoa.
Enquanto isso, em Nova York, Nicolás Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cília Flores, declararam-se inocentes perante o tribunal, mantendo a alegação de que Maduro segue sendo o presidente legítimo da Venezuela.