Presidente mexicana faz pedido diplomático inusitado por mais shows do BTS
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, elevou o fenômeno do K-pop a um novo nível ao realizar uma solicitação diplomática incomum ao governo da Coreia do Sul. Em uma ação que mistura política externa com entretenimento, Sheinbaum pediu oficialmente mais apresentações do grupo BTS em território mexicano, direcionando o pedido ao presidente sul-coreano Lee Jae Myung.
Pedido oficial reacende debates na indústria musical
Durante uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira, a presidente confirmou o envio de uma carta formal ao líder da Coreia do Sul. No documento, ela solicita que o BTS realize shows adicionais no México, além das três datas já confirmadas no Estádio GNP Seguros, na Cidade do México, programadas para os dias 7, 9 e 10 de maio.
Sheinbaum justificou a iniciativa destacando a enorme demanda do público, que supera significativamente a oferta de ingressos disponíveis. “Todo mundo quer ir. Cerca de 1 milhão de jovens desejam comprar entradas, mas há apenas 150 mil disponíveis”, afirmou a presidente, enfatizando a pressão popular por mais oportunidades de assistir ao grupo.
Reação internacional e silêncio sul-coreano
O apelo presidencial transformou rapidamente um simples anúncio de agenda musical em um assunto de política externa e mercado cultural. No entanto, a movimentação não foi acompanhada por manifestações oficiais por parte de Seul.
O gabinete presidencial sul-coreano preferiu não comentar o caso, enquanto o Ministério das Relações Exteriores, responsável por receber a carta, afirmou que não possuía informações adicionais a compartilhar sobre o pedido. Essa postura evidencia a complexidade diplomática envolvida na solicitação.
Alcance global do BTS e questionamentos setoriais
O episódio expõe a dimensão global do BTS, que transcende a música e alcança governos, diplomatas e estratégias de imagem nacional. O grupo se tornou um fenômeno cultural com impacto significativo em relações internacionais e na economia do entretenimento.
Ao mesmo tempo, a ação provoca questionamentos dentro do próprio setor cultural sobre os limites da intervenção política em agendas artísticas. Especialistas debatem até que ponto líderes políticos devem se envolver em questões de entretenimento, mesmo quando justificadas pela pressão popular e pela demanda do mercado.
Este caso ilustra como a cultura pop, especialmente o K-pop, pode influenciar dinâmicas diplomáticas e econômicas, criando novas fronteiras entre arte e política.