Pesquisa revela que maioria dos americanos considera ação militar dos EUA no Irã excessiva
Maioria dos EUA acha ação militar no Irã exagerada, diz pesquisa

Pesquisa aponta insatisfação com ação militar dos EUA no Irã e aumento da preocupação com combustível

Uma nova pesquisa do centro de estudos Associated Press-NORC revela que a maioria dos cidadãos dos Estados Unidos avalia que as ações militares do país contra o Irã ultrapassaram os limites do necessário. O levantamento, realizado entre 19 e 23 de março de 2026, ouviu 1.150 adultos e tem margem de erro de quatro pontos percentuais. Os resultados indicam um cenário de crescente descontentamento e preocupação econômica, enquanto a guerra conduzida em parceria com Israel entra em sua quarta semana.

Críticas à condução do conflito e impacto na política interna

Segundo os dados, cerca de 59% dos entrevistados afirmam que a ação militar americana no Irã foi excessiva. Essa percepção varia significativamente entre grupos políticos: entre democratas, aproximadamente 90% consideram os ataques exagerados, enquanto entre independentes, o índice é de 60%. Os republicanos apresentam maior divisão, com metade avaliando a resposta como adequada, 20% defendendo medidas mais duras e um quarto julgando haver exagero.

Apesar das críticas, a aprovação geral do presidente Donald Trump permanece estável em torno de 40%, sem alterações em relação ao mês anterior. No entanto, a avaliação específica de sua política externa é de 34%, e a condução do conflito com o Irã recebe 35% de aprovação. A pesquisa sugere que o conflito pode se tornar um problema político para o governo republicano, mesmo com a estabilidade nas taxas de aprovação presidencial.

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Preocupação econômica com preços da gasolina em alta

O levantamento também destaca um aumento na preocupação dos americanos com o custo da gasolina. Atualmente, 45% dos entrevistados afirmam estar muito ou extremamente preocupados em conseguir pagar pelo combustível. Esse número representa um crescimento significativo em comparação com uma pesquisa realizada logo após a reeleição de Trump, quando apenas 30% expressavam tal nível de apreensão.

A divisão política se reflete nessa questão: entre democratas, cerca de 60% estão muito preocupados com o preço da gasolina, enquanto entre republicanos, o índice cai para aproximadamente 30%. No entanto, manter os preços do petróleo e do gás baixos é um dos poucos pontos de consenso entre os partidos, com três quartos dos republicanos e dois terços dos democratas considerando essa meta muito importante.

Objetivos da guerra e divisão de opiniões

A pesquisa revela apoio a um dos principais objetivos do governo: impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Cerca de dois terços dos americanos consideram essa meta extremamente ou muito importante, embora o apoio seja maior entre republicanos (80%) do que entre democratas (cerca de 50%).

Por outro lado, medidas mais agressivas enfrentam forte rejeição. Cerca de 60% dos entrevistados se opõem ao envio de tropas terrestres, incluindo 80% dos democratas e metade dos republicanos. Ataques aéreos dividem opiniões, com menos da metade se opondo, cerca de 30% apoiando e outros 30% sem posição definida. Apenas 40% priorizam conter ameaças do Irã contra Israel, e a ideia de derrubar o governo iraniano tem apoio de apenas 30%.

Desconfiança nas decisões militares e cenário futuro

Cerca de metade dos americanos declara confiar pouco ou nada em Trump para tomar decisões sobre o uso de força militar fora dos Estados Unidos. Essa desconfiança se soma a outras pesquisas recentes que indicam que aproximadamente 60% dos cidadãos acreditam que o presidente exagera em áreas como tarifas e uso de poder presidencial.

O presidente ainda não deixou claro quais serão os próximos passos no conflito, alternando entre ameaças e menções a negociações diplomáticas. Enquanto isso, EUA e Israel continuam bombardear alvos militares no Irã, incluindo ataques noturnos como o registrado em Tabriz, província do Azerbaijão Oriental, que destruiu um prédio residencial e veículos. O cenário político e econômico permanece incerto, com a guerra impactando tanto a opinião pública quanto as perspectivas de preços energéticos.

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