Costa Rica aguarda resultado final das eleições presidenciais com Laura Fernández na liderança
Neste domingo, 1º de fevereiro de 2026, os costa-riquenhos foram às urnas para escolher o próximo presidente do país em um pleito marcado por expectativas e tensões políticas. A candidata à presidência, Laura Fernández, do Partido do Povo Soberano, se preparou para votar em uma seção eleitoral na cidade de Cartago, demonstrando confiança em meio ao processo democrático.
Resultados preliminares apontam vantagem para a candidata conservadora
De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Supremo Eleitoral, com 75% das seções eleitorais já apuradas, a populista conservadora Laura Fernández obteve 49,1% dos votos. Seu principal adversário, o economista Álvaro Ramos, do Partido de Libertação Nacional, aparece em segundo lugar com 32,8% das intenções de voto.
Para vencer a eleição presidencial no primeiro turno, é necessário alcançar pelo menos 40% do total de votos válidos. Caso nenhum candidato atinja esse percentual, os dois mais votados seguirão para um segundo turno, programado para o dia 5 de abril de 2026. Os números atuais colocam Fernández muito próxima de uma vitória direta, mas a definição final ainda depende da apuração completa.
Contexto político e campanha eleitoral
Laura Fernández fez campanha defendendo a continuidade das políticas do atual presidente, Rodrigo Chaves, que não pode concorrer à reeleição devido às limitações constitucionais. Ela foi ministra do Planejamento Nacional e Política Econômica no governo Chaves e, posteriormente, assumiu o cargo de ministra da Presidência, sendo considerada a sucessora preferida do mandatário.
O aumento da criminalidade nos últimos anos na Costa Rica, uma nação historicamente pacífica na América Central, emergiu como um fator decisivo para muitos eleitores. Enquanto alguns culpam o governo Chaves pela incapacidade de reduzir esses índices, outros enxergam seu estilo confrontador como a melhor alternativa para conter a violência no país.
Eleições legislativas e cenário partidário
Além da disputa presidencial, os costa-riquenhos também votaram para renovar a Assembleia Nacional, composta por 57 cadeiras. Espera-se que o partido de Chaves conquiste mais espaço no legislativo, embora as projeções indiquem que talvez não alcance a supermaioria necessária para implementar reformas mais profundas, como a escolha de magistrados da Suprema Corte.
No total, vinte candidatos disputavam a presidência, mas nenhum, além de Fernández e Ramos, ultrapassou a marca de 5% nos resultados preliminares e parciais. Cerca de 3,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar, com as seções abertas das 6h às 18h deste domingo.
Depoimentos e expectativas da população
Ronald Loaiza, engenheiro eletricista, foi um dos primeiros a votar sob chuva e frio na manhã de domingo em uma escola em Cartago, localizada a aproximadamente 25 quilômetros a leste de San José. Ele compareceu cedo para poder acompanhar o pai mais tarde, em outra cidade, e expressou seu desejo por uma celebração democrática.
"Espero que seja uma celebração democrática, que as pessoas saiam para votar", afirmou Loaiza. "É muito importante que exerçamos o direito que este país nos dá, que tenhamos consciência da nossa democracia."
Legado de Rodrigo Chaves e cenário econômico
Há quatro anos, Rodrigo Chaves venceu as eleições presidenciais como um "outsider" político, superando os partidos tradicionais do país. Sua narrativa, que acusava essas agremiações de corrupção e interesses próprios, ressoou fortemente em uma Costa Rica enfrentando alto desemprego e um déficit orçamentário crescente.
Chaves, que já havia sido ministro da Economia por um breve período em um governo anterior, capitalizou o descontentamento popular para ascender ao poder. Agora, sua aliada política, Laura Fernández, busca consolidar esse legado, prometendo dar continuidade às medidas implementadas nos últimos anos.
O país aguarda com ansiedade o resultado final da apuração, que definirá se a Costa Rica terá uma nova presidente eleita no primeiro turno ou se seguirá para um segundo round eleitoral em abril.