Irã: Revolta Persiste Após Repressão Brutal com 36,5 Mil Mortos Sob Ordem de Khamenei
Irã: Revolta Persiste Após Repressão com 36,5 Mil Mortos

Irã: Revolta Persiste Após Repressão Brutal com 36,5 Mil Mortos Sob Ordem de Khamenei

O Irã vive um dos momentos mais sombrios de sua história recente, com uma repressão brutal que já teria causado a morte de aproximadamente 36,5 mil civis, segundo fontes internas. A ordem para atirar para matar, sem piedade, partiu diretamente do aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo de 86 anos que atualmente se esconde em um bunker. Apesar da violência extrema, a revolta popular contra o regime teocrático permanece imensa e pulsante, refletindo um ódio intenso que não foi sufocado pela matança coletiva.

Dimensões Atrozes da Repressão e Comunicação em Silêncio

Com a internet cortada pelo regime, a população iraniana desenvolveu métodos alternativos de comunicação para entender a extensão da tragédia. As forças de segurança, incluindo os Guardiões da Revolução e a milícia civil Basij, saíram às ruas e executaram milhares de pessoas, muitas com tiros na testa ou na nuca. Este episódio é considerado o maior número de civis mortos em curto espaço de tempo no período pós-guerra.

Os feridos que buscavam atendimento em hospitais enfrentaram riscos adicionais, sendo arrastados para cadeias ou até fuzilados sumariamente em suas macas. Vítimas escondidas em residências particulares precisavam manter silêncio absoluto, mesmo com ferimentos a bala, para evitar que repressores ouvissem seus gemidos. Nesse cenário, médicos voluntários tiveram que se organizar secretamente para atender os feridos fora dos hospitais, tornando-se uma fonte crucial de informação sobre o verdadeiro número de mortes.

Clima de Alta Tensão e Reações Internacionais Cautelosas

O regime dos aiatolás acredita ter alcançado uma vitória temporária, mas o clima de alta tensão persiste. Manifestações populares, algumas pacíficas e outras mais insurgentes, incluíram ataques a prédios públicos, quartéis e mesquitas associadas ao governo. Enquanto isso, a comunidade internacional adota uma postura cautelosa.

Empresas aéreas europeias suspenderam voos para o Oriente Médio, e forças americanas estão se consolidando na região, com o redirecionamento do porta-aviões Abraham Lincoln. No entanto, apelos de aliados árabes e de Israel levaram os Estados Unidos a evitar uma intervenção militar direta, temendo retaliações que poderiam afetar instalações petrolíferas e a economia global. A suspensão do enforcamento de condenados por protestar serviu como pretexto para essa reação mais moderada.

Fuga de Líderes e Transferências Financeiras em Massa

Figurões do regime, inseguros sobre a capacidade de sufocar a revolta, transferiram cerca de 1,5 bilhão de dólares para destinos como Dubai, conforme confirmado pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. Enquanto Khamenei permanece escondido, seu filho Masoud assumiu algumas funções públicas, e Mojtaba, o sucessor em preparo, está temporariamente afastado, possivelmente envolvido em movimentações financeiras.

O desrespeito ao líder supremo é evidente, com gritos de Marg bar Diktator – Morte ao ditador – ecoando pelas ruas. Muitos iranianos ainda esperam por uma intervenção externa, mesmo de Israel, um país historicamente demonizado pelo regime.

Futuro Incerto e Possibilidades de Escalada

A situação no Irã permanece altamente instável, com a população demonstrando disposição para voltar às ruas, apesar de testemunhar a brutalidade da repressão em primeira mão. Visitas a necrotérios revelaram pilhas de corpos em sacos pretos, e famílias foram obrigadas a enterrar seus mortos à beira de estradas após cemitérios recusarem sepultamentos.

Especialistas questionam se uma solução negociada, semelhante à adotada na Venezuela, seria viável, dado que os líderes iranianos têm o sangue de milhares nas mãos. O país parece ter ultrapassado o ponto de uma transição interna pacífica, aumentando os riscos de uma escalação regional. O ódio ao regime teocrático persiste, e o grito de revolta aguarda uma nova oportunidade para se levantar, mantendo o mundo em alerta sobre os desdobramentos dessa crise sem precedentes.