Infantino rebate Blatter sobre boicote à Copa nos EUA: 'Pessoas irão'
Infantino rebate Blatter sobre boicote à Copa nos EUA

Infantino rebate Blatter sobre boicote à Copa do Mundo 2026 nos Estados Unidos

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, respondeu nesta segunda-feira às críticas de seu antecessor, Joseph Blatter, que aconselhou torcedores a boicotarem os Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. O evento está programado para ocorrer de 11 de junho a 19 de julho daquele ano, e Blatter levantou preocupações sobre questões de segurança no país norte-americano.

Encontro no Planalto e declarações de Infantino

Infantino fez as declarações após uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Lula, o presidente da CBF, Samir Xaud, o técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlo Ancelotti, e o ministro do Esporte, André Fufuca. Ao sair do encontro, o chefe da Fifa comentou a tentativa de boicote defendida por Blatter, afirmando que a entidade já recebeu mais de 500 milhões de pedidos de ingressos para o evento.

"Eu sempre olho para o futuro, e para mim, o que é importante em eventos de futebol, como a Copa Mundial dos Homens ou da Copa Mundial das Mulheres aqui no Brasil, é que uniu pessoas, uniu países, uniu pessoas de todo o mundo", disse Infantino. Ele acrescentou: "Para a Copa do Mundo, em 2026, recebemos mais de 500 milhões de pedidos de títulos, que são apresentados para 6 milhões de títulos. Então as pessoas querem ir, as pessoas vão, e elas vão, e elas celebrarão, e nós celebraremos juntos".

Contexto das críticas de Blatter

O comentário de Blatter fazia referência a uma entrevista concedida por Mark Pieth, um advogado especialista em casos de corrupção, ao jornal Tagesanzeiger. Pieth foi contratado por Blatter entre 2011 e 2014 para criar um plano de combate à corrupção dentro da Fifa. Na entrevista, Pieth citou "marginalização de opositores" e "abusos por parte dos serviços de imigração" nos Estados Unidos.

Em sua conta na rede social X, Blatter escreveu: "Aos torcedores, um conselho: evitem os Estados Unidos! Acho que Mark Pieth tem razão ao questionar esta Copa do Mundo". Essa postagem gerou reações e debates sobre a segurança e a viabilidade do evento no país.

Impacto e expectativas para a Copa do Mundo 2026

A resposta de Infantino destaca a confiança da Fifa na realização bem-sucedida da Copa do Mundo 2026 nos Estados Unidos, apesar das preocupações levantadas. Com mais de 500 milhões de pedidos de ingressos, o evento demonstra um interesse global significativo, o que pode contrariar as sugestões de boicote.

O encontro no Planalto também reforça a importância do Brasil no cenário do futebol mundial, com discussões sobre a organização e participação no evento. A postura de Infantino enfatiza o papel unificador do esporte, buscando superar controvérsias e focar na celebração coletiva.