Guerra no Irã pode forçar Europa a racionamento de combustível em semanas, alerta Shell
Guerra no Irã pode levar Europa a racionamento em semanas

Guerra no Irã pode forçar Europa a racionamento de combustível em semanas, alerta Shell

O diretor executivo da Shell, Wael Sawan, emitiu um alerta grave nesta terça-feira, 24 de março de 2026: a escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz podem obrigar a Europa a implementar racionamento de combustível já no próximo mês. O chefe da maior empresa petrolífera europeia afirmou que está trabalhando em conjunto com governos do continente para enfrentar a crise no fornecimento de petróleo e gás, enfatizando que não existe segurança nacional sem segurança energética.

Impacto imediato nos combustíveis e previsão preocupante

Segundo Sawan, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, agora em sua quarta semana, já provocou efeitos significativos no mercado energético. O fornecimento de combustível de aviação foi diretamente afetado, com o preço dobrando desde o início das hostilidades. O executivo previu que, em sequência, o valor do diesel deve sofrer alterações, seguido pela gasolina, especialmente com a aproximação do verão no Hemisfério Norte, que tradicionalmente aumenta o fluxo de veículos nas rodovias.

"O sul da Ásia foi o primeiro a receber esse peso. Isso direcionou-se para o sudeste asiático, nordeste asiático e depois mais para a Europa à medida que entramos em abril", explicou Sawan durante sua participação na conferência CERAWeek em Houston, Texas. A ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche, ecoou o alerta no mesmo evento, indicando que, se o conflito persistir, a escassez de energia pode se concretizar no final de abril ou início de maio.

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Flutuações no mercado e busca por alternativas

Os preços do petróleo apresentaram volatilidade nesta semana, caindo para cerca de US$ 100 o barril na quarta-feira, após atingirem picos de aproximadamente US$ 114. A queda reagiu a relatos de que a Casa Branca enviou um plano de paz de 15 pontos aos líderes do Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã estão "em negociações neste momento", sugerindo que os iranianos demonstram interesse em um cessar-fogo.

Diante da crise, a Shell explora alternativas para garantir o abastecimento. Sawan revelou que a empresa está analisando a possibilidade de utilizar gás natural e petróleo da Venezuela antes do final do ano, desde que a situação fiscal e legal do país permita. Em janeiro, a Assembleia Nacional da Venezuela aprovou uma reforma da lei petrolífera que abre completamente a indústria a empresas privadas, uma medida proposta por Delcy Rodríguez após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro.

Neste mês, a Shell assinou acordos preliminares com o governo venezuelano para desenvolver projetos de petróleo e gás, o que poderia conceder à empresa acesso a áreas cobiçadas. Essa movimentação reflete a urgência em diversificar fontes de energia diante da instabilidade no Oriente Médio, que ameaça diretamente a segurança energética europeia e global.

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