Galípolo vai ao Senado explicar transações do Master e BRB
Galípolo no Senado para esclarecer transações Master e BRB

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comparece nesta terça-feira à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para uma audiência pública sobre a atuação do órgão em operações financeiras que envolvem o Banco Master. A convocação ocorre em um contexto de crescente pressão para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Master, após o vazamento de um áudio no qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicita a Daniel Vorcaro, proprietário do banco, um repasse de R$ 134 milhões destinado a financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O conteúdo do áudio foi divulgado pelo site The Intercept Brasil.

Contexto da audiência

Parlamentares tanto da oposição quanto da base governista têm defendido maior transparência em relação às movimentações financeiras do Banco Master e às negociações envolvendo o Banco de Brasília (BRB). A presença de Galípolo na CAE visa esclarecer o papel do Banco Central na supervisão dessas transações e as medidas adotadas para garantir a conformidade regulatória.

Críticas à gestão anterior

Durante a audiência, Galípolo deve centrar suas críticas à gestão de Roberto Campos Neto, que presidiu o Banco Central durante o governo de Jair Bolsonaro. A expectativa é que ele aponte falhas na supervisão e na condução das políticas monetárias que possam ter contribuído para o cenário atual.

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A audiência acontece em meio a um clima de tensão no Senado, onde a oposição busca aprofundar as investigações sobre as relações entre o Banco Master e figuras políticas. O áudio vazado, que revela o pedido de Flávio Bolsonaro, intensificou os pedidos de CPI, com argumentos de que é necessário esclarecer possíveis irregularidades.

Galípolo, que assumiu o comando do BC recentemente, enfrenta o desafio de restaurar a confiança na instituição e demonstrar independência em relação ao governo atual. A audiência na CAE é vista como um teste crucial para sua gestão e para a credibilidade do Banco Central no cenário político e econômico brasileiro.

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