EUA avaliam suspender Espanha da Otan por falta de apoio na guerra contra o Irã
EUA podem suspender Espanha da Otan por falta de apoio

Um email interno do Pentágono, obtido com exclusividade pela agência Reuters, revela que os Estados Unidos avaliam punir aliados da Otan considerados pouco colaborativos nas operações militares contra o Irã. Entre as medidas em análise está a possibilidade de suspender a Espanha da aliança militar.

Documento revela frustração dos EUA

O documento, elaborado por Elbridge Colby, principal assessor de política do Departamento de Defesa, expressa irritação com países que não concederam apoio logístico básico durante o conflito. Itens como acesso a bases militares, espaço aéreo e rotas de sobrevoo — conhecidos pela sigla ABO — são considerados no texto como “o mínimo absoluto” esperado de aliados.

“Apesar de tudo o que os Estados Unidos fizeram por seus aliados, eles não estavam lá quando precisamos”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Kingsley Wilson, ao ser questionado sobre o conteúdo do email.

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Possíveis medidas contra aliados

Além da suspensão da Espanha, o email sugere rebaixar países considerados “difíceis” em posições estratégicas dentro da aliança e revisar o apoio diplomático dos EUA a territórios europeus no exterior, como as Ilhas Malvinas, administradas pelo Reino Unido mas reivindicadas pela Argentina.

A irritação americana tem como pano de fundo a guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro. O governo Trump pressiona aliados a participarem mais ativamente, especialmente na reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Trump também declarou que considera se retirar da Otan.

Resistência de aliados europeus

Países como Espanha, França e Reino Unido resistiram a se envolver diretamente nas operações militares, argumentando que isso equivaleria a entrar formalmente na guerra. Em Madri, o governo socialista foi além e recusou o uso de bases e do espaço aéreo para ataques contra o Irã.

Reação da Espanha

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que o país segue sendo um “membro confiável” da aliança e minimizou o teor do documento. “Não trabalhamos com base em emails, mas em posições oficiais de governo”, disse durante reunião de líderes europeus em Nicósia, no Chipre.

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