O governo da Venezuela acusou os Estados Unidos de realizar um ataque que resultou na morte de membros da equipe de segurança do presidente deposto, Nicolás Maduro. O fato, ocorrido no último fim de semana, reacendeu fortes críticas sobre violação de soberania e intervenção militar na América Latina.
Detalhes da Operação Americana
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, fez um pronunciamento em vídeo no domingo, 4 de janeiro de 2026. Ele classificou a ação militar conduzida pelos EUA no sábado, dia 3, como um "assassinato frio e deliberado". Segundo ele, a operação não só eliminou uma grande parte da equipe de proteção de Maduro, mas também causou a morte de outros soldados e civis inocentes.
Fontes diplomáticas e militares indicam que a ofensiva, uma das mais complexas dos últimos tempos, foi planejada com meses de antecedência. Tropas de elite, incluindo a Força Delta do Exército dos EUA, teriam construído uma réplica exata do esconderijo de Maduro para treinar a invasão à residência fortificada.
De acordo com informações da Reuters e da CNN, a CIA mantinha uma pequena equipe no país desde agosto, monitorando a rotina do líder venezuelano. A operação contou ainda com um "ativo" infiltrado próximo a Maduro, que forneceu dados precisos sobre sua localização no momento do ataque.
Aprovação e Execução
O então presidente americano, Donald Trump, deu a aprovação final para a chamada Operação Resolução Absoluta às 22h46 da sexta-feira, 2 de janeiro, horário de Washington. O monitoramento em tempo real foi feito a partir de Mar-a-Lago, na Flórida, onde Trump acompanhou a ação ao lado de assessores.
Em entrevista à Fox News após o desfecho, Trump afirmou: "Já conduzi diversas operações, mas nunca testemunhei nada semelhante a esta", destacando o caráter único e estratégico da missão que resultou na captura de Maduro.
Repercussões Imediatas e Críticas Internacionais
A captura de Maduro provocou uma reação imediata dentro da Venezuela. Padrino López informou que as forças armadas nacionais foram mobilizadas em todo o território. Ele também emitiu um alerta sobre o risco de que agressões similares possam atingir outros países da região.
O ministro reconheceu o mandato temporário da vice de Maduro, Delcy Rodríguez, concedido pela Suprema Corte para exercer funções presidenciais durante a crise. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a presença de militares e conselheiros cubanos na Venezuela pode ter aumentado a vulnerabilidade da equipe de Maduro. Relatos indicam que grande parte das baixas durante a ação era de nacionalidade cubana.
A operação reacendeu um intenso debate internacional sobre os limites da intervenção americana. Autoridades venezuelanas classificaram o ataque como um exemplo da "ambição colonialista" dos EUA, evocando a Doutrina Monroe como justificativa histórica para alertar sobre ações unilaterais na região.
Futuro Incerto para a Venezuela
Analistas políticos ressaltam que, mesmo com a captura de Maduro, o futuro político da Venezuela permanece incerto. A estabilidade do país dependerá de uma série de fatores complexos, que incluem:
- Negociações com a liderança remanescente do chavismo.
- A pressão diplomática internacional.
- O controle sobre grupos armados e rotas de tráfico de drogas que ainda operam no território venezuelano.
O episódio marca um novo capítulo tenso nas relações entre os Estados Unidos e a América Latina, levantando questões profundas sobre soberania, direito internacional e as consequências de intervenções militares em nações estrangeiras.