Pentágono confirma: 15 mil soldados dos EUA em prontidão no Caribe após captura de Maduro
EUA mantêm 15 mil soldados no Caribe após operação na Venezuela

Em meio à tensão regional crescente, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos afirmou que não possui militares em solo venezuelano. No entanto, uma força considerável de aproximadamente 15 mil soldados permanece posicionada em países vizinhos e em uma frota de navios de guerra no Caribe, em alto estado de prontidão.

Prontidão militar e ameaça de "segunda onda"

A declaração foi feita pelo general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, em entrevista coletiva em Mar-a-Lago, na Flórida, no sábado, 3 de janeiro de 2026. Ele afirmou que as forças estão preparadas para "projetar poder, se defender e proteger nossos interesses na região".

Horas após a operação de comando que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump sugeriu a possibilidade de uma "segunda onda" de ações militares. A medida seria tomada caso os Estados Unidos encontrassem resistência de forças leais a Caracas. "Não temos medo de colocar tropas em terra", declarou Trump, elogiando os soldados da Delta Force envolvidos na retirada de Maduro e de sua esposa.

Questionado sobre quem administraria a Venezuela no período seguinte, Trump apontou para o general Caine, o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth, dizendo: "As pessoas que estão bem atrás de mim, nós vamos administrá-la".

A maior presença naval desde a Crise dos Mísseis

O Pentágono não esclareceu por quanto tempo manterá sua força no Caribe, que representa o maior acúmulo naval na região desde a crise dos mísseis de Cuba, em 1962. Inicialmente, a justificativa para a concentração de tropas foi combater o narcotráfico, com a alegação – não comprovada publicamente – de que lanchas transportavam drogas.

Desde setembro, forças americanas atacaram 35 embarcações no Caribe e no Pacífico Oriental, causando pelo menos 115 mortes. Especialistas em direito internacional criticaram essas ações, classificando-as como ilegais. Nos últimos meses, essas mesmas forças também apoiaram abordagens a petroleiros sob sanções americanas que tentavam comercializar petróleo venezuelano.

Preparação para a ação decisiva

Nos dias que antecederam a operação de sábado, os EUA reforçaram a região com um poderio militar significativo, incluindo:

  • Aeronaves de Operações Especiais
  • Aviões de guerra eletrônica
  • Drones armados
  • Helicópteros de resgate
  • Caças de combate

Analistas militares interpretaram esses reforços de última hora como um sinal claro de que uma intervenção era inevitável. A única incógnita, segundo eles, era a data em que ocorreria, e não se de fato aconteceria.

Repercussões e tensão internacional

O episódio intensificou a tensão regional e internacional, provocando reações de governos da América Latina e alertas de especialistas. Os riscos apontados incluem:

  1. Instabilidade política prolongada na Venezuela.
  2. Aumento dos fluxos migratórios para países vizinhos.
  3. Possíveis repercussões legais para os Estados Unidos no cenário internacional.

Enquanto isso, manifestantes se reuniram em Nova York para protestar contra a guerra, exibindo cartazes que condenam os ataques aéreos contra Caracas e a captura de Maduro. A situação permanece em aberto, com uma força militar histórica estacionada a poucas milhas da costa venezuelana e um presidente americano que se diz disposto a ir além.