Secretário de Defesa dos EUA afirma estar 'pronto' para cumprir ordens de Trump contra o Irã
EUA: Hegseth pronto para ordens de Trump contra Irã

Secretário de Defesa dos EUA afirma estar 'pronto' para cumprir ordens de Trump contra o Irã

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, que está "pronto para entregar o que o presidente Donald Trump espera" em relação ao Irã. A afirmação foi feita durante uma reunião de gabinete ao lado do mandatário americano, destacando uma postura firme do governo frente às crescentes tensões no Oriente Médio.

Mudança de postura e exemplo venezuelano

Hegseth argumentou que várias guerras, incluindo o conflito na Ucrânia, poderiam ter sido evitadas se Trump estivesse no comando dos Estados Unidos quando elas eclodiram. Ele enfatizou que a administração atual está "reconstruindo a maneira como os inimigos nos enxergam", citando a operação na Venezuela como um exemplo claro dessa nova abordagem.

O secretário de Defesa referiu-se especificamente à captura e prisão do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, como uma demonstração de força. "Estaremos preparados para entregar tudo o que este presidente esperar do Departamento de Guerra", advertiu Hegseth, utilizando o novo nome dado ao Departamento de Defesa sob o governo Trump.

Pressão por acordo nuclear e advertências

Enquanto os Estados Unidos pressionam por um acordo nuclear com o Irã, Hegseth indicou que o regime iraniano tem "todas as opções para fazer um acordo", mas alertou que não deve desenvolver capacidades nucleares. Essa declaração ocorre em um contexto de escalada retórica, com Trump afirmando recentemente que o tempo para Teerã fechar um acordo "está se esgotando".

Mais cedo, o governo iraniano havia anunciado que apresentaria uma "resposta esmagadora" caso se concretize a ameaça de intervenção militar dos EUA. Para isso, mobilizou mil drones estratégicos nos regimentos de combate, conforme divulgado pela televisão estatal.

Reação iraniana e ameaças regionais

O ministro da Defesa do Irã, Amir Hatami, afirmou que a prioridade do Exército é "manter e reforçar nossa vantagem estratégica para dar uma resposta esmagadora a qualquer ataque". Na quarta-feira, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, alertou que as forças de seu país estão com "o dedo no gatilho".

Além disso, Mohammad Akbarzadeh, comandante das forças navais da Guarda Revolucionária, ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz, uma passagem vital de 50 quilômetros de largura controlada por Irã e Omã. Por esse estreito trafegam cerca de 20% do petróleo e gás que abastecem o planeta, o que poderia ter impactos globais significativos.

Contexto de tensões crescentes

As tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a escalar no início deste mês, em meio à repressão violenta de protestos antigovernamentais no país do Oriente Médio. Na última semana, o clima de hostilidade piorou ainda mais, com Trump acusando o regime de recusar-se a cooperar, enquanto Teerã afirma que não negocia sob intimidação.

Na quarta-feira, o presidente republicano declarou que, sem a negociação, Washington atacará Teerã, como fez em 22 de junho do ano passado ao atingir três instalações nucleares. No entanto, ele advertiu que desta vez "será muito pior", elevando os riscos de um confronto militar direto.

Essa situação coloca o mundo em alerta, com possíveis repercussões para a segurança internacional e a economia global, especialmente devido à importância estratégica do Estreito de Ormuz para o fluxo de energia.