Equador eleva tarifa de transporte de petróleo colombiano em 900% em disputa tarifária
Equador aumenta tarifa de petróleo colombiano em 900%

Equador eleva tarifa de transporte de petróleo colombiano em 900% em meio a tensões bilaterais

O governo do Equador, liderado pelo presidente Daniel Noboa, anunciou nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, um aumento significativo na tarifa de transporte de petróleo da Colômbia através de seu oleoduto. A tarifa subiu de 3 para 30 dólares por barril, representando um aumento de 900% que intensifica uma guerra tarifária entre os dois países vizinhos.

Origens do conflito tarifário

A disputa teve início durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, quando Noboa impôs tarifas sobre importações colombianas, alegando que Bogotá não faz o suficiente no combate ao narcotráfico na fronteira comum. Em resposta, a Colômbia aplicou tarifas similares a cerca de vinte produtos equatorianos e suspendeu o fornecimento de eletricidade, do qual o Equador é deficitário.

Detalhes do aumento tarifário

A ministra do Meio Ambiente e Energia do Equador, Inés Manzano, explicou que a mudança afeta o uso do Sistema do Oleoduto Transequatoriano (SOTE), de propriedade equatoriana. "Em vez de três dólares, são 30 por barril", afirmou ela. Em novembro passado, o SOTE transportou quase 10.300 barris por dia de petróleo colombiano, incluindo cargas da estatal Ecopetrol e empresas privadas.

Impacto nos oleodutos e produção

Além do SOTE, o Equador considerou aumentar tarifas no Oleoduto de Crudos Pesados (OCP), mas Manzano esclareceu que este é gerido por acordo privado, sem confirmação de ajustes. O OCP tem capacidade para 450 mil barris por dia, enquanto o SOTE suporta 360 mil barris por dia. A produção petrolífera equatoriana foi de 469 mil barris por dia em novembro, segundo dados do Banco Central.

Contexto histórico e tensões atuais

Desde 2013, quando a Colômbia começou a usar o OCP, esse oleoduto transportou 46 milhões de barris de petróleo bruto colombiano. A atual escalada tarifária reflete tensões profundas entre Quito e Bogotá, com implicações para a economia regional e as relações diplomáticas, centradas em questões de segurança e comércio.