O Colapso do Arco Xiita: Uma Análise Geopolítica
O termo "xiita" entrou no vocabulário político global como sinônimo de radicalismo, frequentemente usado para descrever posições intransigentes, como em "petista xiita", referindo-se a quem rejeita acordos e mantém pureza ideológica. Os xiitas originais emergiram há 47 anos, com a Revolução Iraniana que derrubou o xá Reza Pahlavi, tomando reféns americanos e destacando a fissura com o ramo sunita do Islã, centrada na sucessão de Maomé.
A Ascensão e Estratégia de Influência
Como minoria perseguida em países como Iraque e Líbano, os xiitas desenvolveram uma narrativa de resistência. O regime iraniano implementou uma estratégia de longo prazo, enviando pregadores para espalhar sua versão fundamentalista, incluindo o uso do chador para mulheres, com incentivos financeiros. Isso coincidiu com o crescimento do fundamentalismo sunita da Irmandade Muçulmana, levando a confrontos na Síria, onde o regime de Bashar al-Assad, originalmente modernizador, aliou-se ao Irã.
O arco xiita ganhou força após a invasão americana do Iraque em 2003, que inadvertidamente elevou os xiitas iraquianos. O Irã estendeu sua influência através de aliados no Iraque, Síria e Hezbollah no Líbano, além de parcerias com grupos sunitas como Hamas e Jihad Islâmica na Palestina.
O Início do Fim
Tudo começou a ruir em 7 de outubro de 2023, quando grupos palestinos invadiram Israel, cometendo atrocidades. Isso desencadeou uma destruição sistemática do poder xiita, culminando na operação "Fúria Épica". Árabes sunitas da região expressam raiva contra ataques iranianos, a Síria mudou de lado no ano passado, e o Hezbollah foi banido pelo governo libanês.
Críticas à Política Externa Brasileira
O mundo construído pelos aiatolás iranianos não existe mais, e aliados como o governo de Lula são criticados por apostar no cavalo errado. "Os mulás do Itamaraty avaliaram mal", com a fragata iraniana autorizada a visitar o Brasil em 2025 servindo como prova silenciosa desse desastre político-diplomático. A queda do palácio dos aiatolás marca um ponto de virada nas relações internacionais, com repercussões globais.



