China e Rússia intensificam cooperação estratégica em meio a tensões globais
O Ministério da Defesa da China anunciou nesta terça-feira (27) que o país busca ampliar a coordenação estratégica com a Rússia, visando melhorar sua capacidade de resposta a diversos riscos e desafios internacionais. Esta movimentação ocorre em um contexto de crescente rivalidade geopolítica, onde potências mundiais redefinem suas alianças e estratégias de segurança.
Nova estratégia de defesa dos EUA ameaça ação militar no continente americano
Paralelamente, os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, divulgaram uma nova Estratégia Nacional de Defesa que estabelece diretrizes agressivas para os próximos anos. O documento, publicado pelo Departamento de Guerra na última sexta-feira (23), tem como objetivo assegurar a dominância militar e comercial dos EUA do Ártico à América do Sul.
O texto afirma que os Estados Unidos buscarão barrar a influência de rivais como Rússia e China no Hemisfério Ocidental, ameaçando empregar ação militar contra países que não cooperarem com seus objetivos, incluindo esforços de combate ao narcotráfico. A estratégia cita explicitamente a operação militar em Caracas, que resultou na deposição do ditador venezuelano Nicolás Maduro, como um exemplo de ações que podem ser replicadas no futuro.
Principais pontos da estratégia norte-americana
- Deter a China por meio da força e contenção, evitando confronto direto, enquanto busca acordos diplomáticos com Xi Jinping.
- Delegar ameaças como Rússia e Coreia do Norte para aliados, como a Otan e países asiáticos, gerenciarem.
- Tratar o narcoterrorismo como alvo militar, reservando o direito a ataques unilaterais em qualquer lugar das Américas.
- Exigir que Canadá e México auxiliem no fechamento das fronteiras dos EUA para imigrantes ilegais e narcoterroristas.
- Aumentar a presença militar no Pacífico Ocidental, incluindo áreas como Taiwan e Japão, para contrapor a expansão chinesa.
Implicações para a geopolítica global
A nova estratégia dos EUA, apelidada de Corolário Trump à Doutrina Monroe, enfatiza a busca por paz por meio da força e reforça o compromisso com a defesa dos interesses norte-americanos em todo o Hemisfério Ocidental. O documento destaca a importância de garantir acesso a regiões estratégicas, como o Canal do Panamá e o Golfo das Américas, enquanto moderniza as forças nucleares e revitaliza a indústria militar doméstica.
Por outro lado, a China é identificada como o principal rival global, com os EUA buscando um equilíbrio de poder que permita coexistência sem conflitos diretos. A aproximação entre China e Rússia surge como uma resposta a essas pressões, indicando um cenário de polarização crescente nas relações internacionais, onde alianças estratégicas se tornam cruciais para enfrentar desafios compartilhados.