Brasil oficializa apoio a Michelle Bachelet para comandar a ONU
O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou formalmente nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, seu apoio à candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para o cargo de secretária-geral das Nações Unidas. A decisão foi divulgada através das redes sociais do mandatário, marcando um posicionamento estratégico do Brasil no cenário diplomático global.
Lula defende pioneirismo feminino na liderança da ONU
Em sua publicação, o presidente Lula enfatizou que, após oito décadas de existência, é momento histórico para a Organização das Nações Unidas ser comandada por uma mulher. Ele destacou a trajetória exemplar de Bachelet, lembrando que ela foi a primeira mulher a presidir o Chile por dois mandatos e também pioneira nos cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país.
O líder brasileiro ressaltou ainda a experiência multilateral da candidata, incluindo seu papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, onde atuou como primeira diretora-executiva. Durante seu mandato como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Bachelet trabalhou intensamente para proteger populações vulneráveis e avançar no reconhecimento do direito a um meio ambiente saudável.
Candidatura apresentada em conjunto por três nações
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, emitiu uma nota oficial explicando que a candidatura de Michelle Bachelet foi apresentada formalmente pelos governos do Chile, Brasil e México. O documento destaca que esta iniciativa reflete a vontade compartilhada desses países de fortalecer o sistema multilateral e promover uma liderança capaz de enfrentar os desafios contemporâneos.
A nota do Itamaraty elogia a ampla experiência da ex-presidente chilena na condução de processos políticos complexos, sua reconhecida capacidade de facilitar diálogos e seu compromisso inabalável com os valores fundamentais das Nações Unidas. O texto reforça que essas qualidades representam uma contribuição substantiva para uma organização mais eficaz, representativa e focada no bem-estar das pessoas.
Contexto internacional e sucessão na ONU
Atualmente, o português António Guterres ocupa o cargo de secretário-geral da ONU, tendo sido reeleito em 2021 para um segundo mandato que se estende até 2026. A transição de liderança está programada para 1º de janeiro de 2027, quando o novo secretário-geral assumirá oficialmente as responsabilidades.
O Itamaraty ressaltou em sua comunicação o atual cenário internacional de grande complexidade, onde a ONU se mantém como principal espaço para diálogo e construção de soluções coletivas. As áreas de atuação mencionadas incluem paz e segurança internacional, desenvolvimento sustentável, proteção dos direitos humanos e ações para combater as mudanças climáticas.
O governo brasileiro finalizou reafirmando seu compromisso com o multilateralismo como pilar fundamental para uma governança global baseada na cooperação internacional e no respeito à autodeterminação dos povos. Esta posição consolida o alinhamento diplomático do Brasil com parceiros estratégicos na América Latina em um momento crucial para as relações internacionais.